Bolo de polenta, amêndoa e limão

Este é um bolo clássico, que resulta bem ao lanche, com um chá, ou como sobremesa, servido com natas frescas ou mascarpone. As amêndoas dão-lhe a humidade, que não se consegue obter com farinha de trigo, enquanto a polenta lhe dá um certo crocante, e o limão a frescura e o sabor únicos!



Adaptado de: Cozinha sem limites, Gordon Ramsay, Porto Editora, 2013


Ingredientes

250 gr de manteiga sem sal, amolecida, e um pouco mais para untar
100 g de polenta
1 c. sopa de farinha sem fermento
250 gr de amêndoas moídas
280 gr de açúcar ( a receita original usa 310 gr mas achei melhor cortar um pouco)
3 ovos grandes
raspa de 3 limões e sumo de 2
1 vagem de baunilha ou algumas gotas de extracto de baunilha

Preparação

Aquecer o forno a 180 ºC. Untar uma forma de bolo circular (23 cm) com manteiga e forrar com papel vegetal.
Misturar a polenta, a farinha e as amêndoas numa taça e reservar.
Com a ajuda de uma batedeira, bater a manteiga e 230 gr de açúcar durante 5-10 minutos até ficar leve e fofo. 
Bater suavemente os ovos e de seguida adicioná-los à mistura de manteiga, um pouco de cada vez e batendo bem entre cada adição (se parecer que a mistura se vai separar juntar um pouco das farinhas).
Depois dos ovos misturados, juntar a mistura de farinhas e bater bem.
Por fim acrescentar a raspa de limão e o sumo de 1 limão.
Levar ao forno durante 40-60 minutos, até ficar dourado e firme.
Retirar do forno e deixar arrefecer.
Fazer o xarope aquecendo numa caçarola o restante açúcar e o sumo de um limão, juntamente com a baunilha, até que o açúcar se dissolva.
Furar o bolo com um palito e verter o xarope por toda a superfície.
Deixar arrefecer completamente antes de retirar da forma.
 






Um gnocchi caseiro sabe sempre bem...

 


Adaptado de: Cozinha sem limites, Gordon Ramsay, Porto Editora, 2013


 Ingredientes (para 4 pessoas)

2 batatas grandes, farinhentas
50 gr de queijo ricotta
90 gr de farinha sem fermento
1 ovo batido
sal e pimenta de moinho 
1 ramo de tomilho (usar apenas as folhas)
queijo parmesão ralado para servir

Para o molho:
azeite 
pimenta preta de moínho
150 gr de ervilhas, de preferência cozidas em água com sal
2 c. sopa de manteiga
1 ramo de tomilho (usar apenas as folhas) 
raspa de 1 limão


Preparação


Lavar muito bem as batatas e cozê-las com pele.
Retirar a pele e esmagar, de preferência com um passe-vite, pois fica um puré mais fofo (caso não tenha também pode usar um esmagador de batata).
Com o puré ainda quente, juntar o ricotta, sal e pimenta e a farinha e misturar bem, sem bater demasiado.
Fazer um pequeno buraco no meio, juntar o ovo e misturar usando as mãos enfarinhadas. 
Juntar as folhas de tomilho e continuar a misturar até obter uma massa consistente (não deve ser trabalhada em demasia pois acabará por ficar muito densa).
Cortar a massa ao meio e a cadsa pedaço dar a forma de um charuto longo, com cerce de 1,5 cm de espessura.Usando as costas da lâmina de uma faca enfarinhada, cortar este "charuto" em pequenos pedaços de 2 cm. Pressionar suavemente cadas um deles com a ponta do dedo enfarinhada.
Colocar água a ferver numa panela grande. Adicionar os gnocchi e deixar cozer cerca de 1 a 2 minutos, até começarem a flutuar. Escorrer e deixar secar ao vapor durante 1 a 2 minutos.
Entretanto, começar a preparar o molho: aquecer uma frigideira em lume médio e adicionar um fio de azeite. Adicionar os gnhocci, juntar sal e pimenta e saltear de ambos os lados até estarem alourados.
Adicionar as ervilhas e a manteiga, mexer e juntar as folhas de tomilho. Mexer mais um pouco, e quando estiver quase pronto adicionar a raspa de limão.
Servir quente, com o queijo parmesão ralado.



O brownie dos astecas seria assim...

Os astecas foram um dos primeiros povos do mundo a consumir chocolate, e consideravam-no o alimento dos Deuses. O cacau era usado como uma bebida, a que geralmente adicionavam condimentos. Era ingerida pelos sacerdotes em rituais religiosos. Também as sementes de cacau, de tão valorizadas, se tornaram moeda corrente e eram usadas na troca por outros produtos. 
Os astecas adoravam o deus Quetzalcoatl, que personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu as sementes de cacau para as dar ao povo. Festejavam as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas taças de chocolate.

Uma das bebidas que consumiam era aromatizada com malaguetas (chilis), e esta receita de brownie é inspirada nessa combinação. 

E é com esta receita que Cooking participa no desafio Dia Um...na Cozinha, em que participam também os blogues contribuidores do Cooking World. Com este desafio irá no dia 1 de cada mês ser publicada por todos os blogues participantes uma receita sobre um determinado tema: no mês de Junho o tema são os Brownies. Assim, para além destes brownies "picantes" poderá encontrar mais receitas deliciosas nos links que se encontram no final do post.




Adaptado de: Divine Chocolate, Carla Bardi e Ting Morris, APPLE, 2012

Ingredientes

350 gr de chocolate negro
120 gr de manteiga
70 gr de açúcar
2 ovos grandes
150 gr de farinha
1 c. sopa de pó de chili *
pó de cacau amargo

Preparação

Aquecer o forno a 180 ºC.
Untar um tabuleiro e forrar com papel vegetal, deixando cerca de 5 cm acima nos bordos.
Derreter o chocolate e a manteiga numa caçarola em banho maria, mexendo até derreter totalmente.
Adicionar o açúcar e manter em banho maria, mexendo sempre mas sem bater, por 2 minutos.
Retirar do calor e deixar arrefecer por 5 minutos. 
Adicionar os ovos, a farinha e o pó de chili, mexendo até estar tudo bem misturado.
Colocar a massa no tabuleiro e levar ao forno durante cerca de 25  minutos, até que ao colocar um palito saia mais ou menos seco, apenas com pequenos pedaços de bolo (não cozer demasiado para não ficar seco).
Deixar arrefecer no tabuleiro durante cerca de 1 hora.
Retirar do tabuleiro e polvilhar com cacau em pó, cortar em quadrados e servir.

* O pó de chili pode ser preparado da seguinte forma: juntar 5 chilis secos, bem picados, com 1 c. sopa de cominhos em pó, 1/2 c. sopa de oregãos, 1 c. sopa de alho em pó, 1/2 c. sopa de paprika e 1 pitada de sal e moer bem até ficar em pó.





Mais receitas deliciosas de brownies:

"Flagrante delícia" de Leonor de Sousa Bastos






Flagrante, do latim flagrante; ardente, evidente, praticado no próprio momento em que se é surpreendido.

Delícia, do latim delícia: sensação agradável, prazer intenso, voluptuosidade.

Flagrante delícia = É a delícia evidente, o prazer ardente, o doce que se come ou se acabou de comer.






Tendo frequentado o curso de Direito da Universidade Católica Portuguesa até 2005, Leonor de Sousa Bastos muda-se em 2006 para Palma de Maiorca para tirar um curso de Cozinha e mais tarde, em 2008 uma pós-graduação em Alta Cozinha, no mesmo ano em que surge o seu blogue flagrantedelícia.com. Ainda em Espanha, vai para Barcelona onde realiza um curso de pastelaria no Espai Sucre, uma das mais conceituadas escolas de pastelaria da Europa. É em 2010, em associação com o fotógrafo Miguel Coelho, que lança este livro, tendo a Editora Objectiva ganho com "Flagrante Delícia" um prémio na categoria de Design de Gastronomia.


"Considero o amor o ingrediente básico de qualquer cozinha, aquele que nos permite criar sem limites, aquele que marca a nossa memória e o único que evocamos com saudade. É por isso que não há comida como a da minha mãe e que recordo a minha avó Leonor como a melhor cozinheira do mundo. É por isso que há um sabor insubstituível para cada um de nós, capaz por si só de despertar todos os sentidos."
                                                                                            
Palavras de Leonor de Sousa Bastos na introdução ao livro, com o título " Um acto de Amor".


Composto por 127 páginas e 50 receitas, o livro contém 8 capítulos:

  • Pequena  introdução à pastelaria
  • Bolos
  • Tartes
  • Bolachas
  • Guloseimas
  • Doces de colher
  • (a) Típicas
  • Extras

Pequena introdução à pastelaria
Quatro páginas recheadas de informação básica mas muito útil sobre os aspectos mais importantes da confecção de pastelaria. 

Bolos
Oito propostas de bolos para partir, repartir e sorrir. As receitas são tão simples quanto  bolo de chocolate, bolo de cenoura e nozes ou bolo mármore de café e frutos secos, mas também bolos mais "delicados" como os bolos de toffee com calda de laranja ou os financiers de gengibre e sementes de sésamo.

Tartes: amassar, estender e folhear é o segredo
Embora não use massa estendida, o crumble de caril com pêra e côco é a primeira receita deste capítulo, e muito bem pois esta parece ser uma combinação de sucesso. Mais clássicos, temos uma tarte de chocolate e framboesa e a tarte de limão e morango. Utilizando massa folhada, a proposta é uma receita de pequenas tartes recheadas de frutos secos e cobertas com um glacé de limão.
Uma receita diferente, a tarte de queijo creme feita com massa filo e completada com uma calda de limão e laranja.

Bolachas que se trincam entre dois dedos de conversa

Um conjunto de receitas que torna a escolha difícil, pois vamos querer experimentar todas: bolachas de chocolate (negro e branco), cacau, manteiga e especiarias. Mais ousadas, as bolachas de banana recheadas com leite condensado, os sablés de azeite, limão e sementes de papoila, e as bolachinhas de pistáchio, simples mas muito vistosas.
Finaliza este capítulo com as clássicas telhas de amêndoa, cuja massa pode ter o formato que se quiser.

Guloseimas: os doces não se medem aos palmos

Doces pequenos no tamanho mas certamente grandes no sabor, onde se destacam: tâmaras recheadas com creme de amêndoa e iogurte, morangos com merengue e balsâmico, e 3 variedades de trufas.

Doces de colher: 1,2,3, uma de cada vez

Começa com um iogurtecake, uma receita base coberta com geleia de alperce mas que pode ser preparada com outras coberturas a gosto. 
Inclui 3 cremes: bruleé (com morangos e pimenta), de amêndoa (com cerejas) e de laranja.
Temos depois um semifrio, um tiramisù, uma mousse, um pannacotta e um flognarde, ou seja percorremos muitas das sobremesas de colher clássicas mas sempre com aquele toque final tão especial que a Leonor nos sabe dar.

(a) Típicas: velho, novo e emprestado

Aqui a conversa é outra. Para os mais ousados na cozinha, as propostas apresentadas são certamente um desafio, pois cada receita apresenta entre 4 a 7 componentes diferentes, transportando-nos para um nível de cozinha diferente do habitual. Impossível? Talvez não. Mesmo correndo o risco do resultado final não ser o esperado, quem gosta de pastelaria não pode deixar de experimentar. Para aguçar a curiosidade, estas são duas das propostas apresentadas:
- Floresta negra: composto por trufa de chocolate e azeite, pão de ló de cacau, calda de marrasquinho, doce de cereja, coulis de cereja e natas com baunilha.
- Porto: composto por savarin, calda de canela e Porto, geleia de uvas e vinho, mousse de chocolate cozida, gelatina de mel e especiarias, zabaione de Porto branco e crocante com passas.

No capítulo final de Extras ainda temos algumas explicações extra sobre flores cristalizadas, maçapão, sal de limão, cristais de fruta, ar e massa folhada invertida.



"Assim, este livro não poderia ser mais do que um acto de amor. O amor que cria, renova e renasce, o amor em que acredito como condição única de felicidade, verdade legitimadora, impulso vital que me trouxe até aqui e que me vai levando mais além.
Este é o convite para um dia especial, um dia ao acaso, um dia tão doce que dispense quaisquer palavras..."

                                                                                            Leonor de Sousa Bastos


Um desafio da marca Président




Uma óptima oportunidade para quem gosta de participar em desafios!

Basta criar uma receita deliciosa e inovadora com queijo Snack Président (ver foto acima). 
Depois devem fotografar e enviar para bruno.mendes@sopexa.com, com a indicação do nome e da morada.
Deverão ainda indicar que tiveram conhecimento deste desafio através deste blogue:


A Président vai escolher as 12 receitas mais criativas e os seus autores irão participar num Workshop com o chef Chakall!
PARTICIPA!
O passatempo decorre de dia 24 de Maio a 9 de Junho de 2013 e está limitado a 1 participação por pessoa, com morada em Portugal. 
Os vencedores serão informados por e-mail e as receitas e fotografias dos participantes serão publicadas no site www.president.pt
Ao participarem, cedem automaticamente os direitos da receita e de imagem.

Peixinhos da horta, ovos verdes...hora dos petiscos

Os peixinhos da horta fazem parte da cozinha tradicional Portuguesa, em particular da região de Lisboa.  Costumam ser servidos como petiscos ou entrada. São preparados com feijão-verde mergulhado numa massa de farinha, água, ovo e cebola, antes de ser fritos até dourar. Diz-se que este prato deu origem ao “tempura”, introduzido no Japão no século XVI por missionários Portugueses.

Da tradição fazem parte também os ovos verdes, os caracóis à Portuguesa, as pataniscas de bacalhau e o bacalhau albardado (acompanhadas de arroz de tomate ou uma salada de feijão frade temperada com azeite e polvilhada com cebola, salsa e ovo cozido picados), os pipis e os rissóis. Petiscos que se comem todo o ano, mas que também são típicos nos festejos dos Santos Populares que se aproximam.



Adaptado de: Cozinha Tradicional Portuguesa, Mª de Lurdes Modesto, Verbo, 1982


Peixinhos da horta 


Ingredientes:
500 gr de feijão verde
100 gr de farinha
1 ovo
1 c. sopa de cebola bem picada
sal e pimenta

Preparação:
Retirar as pontas e os fios ao feijão e cozer em água com sal.
Deitar a farinha numa tijela, dissolver com água suficiente para obter um polme nem muito espesso nem muito líquido. Adicionar o ovo e a cebola e temperar com sal e pimenta.
Passar as vagens do feijão pelo polme e fritar em óleo bem quente, até estarem douradas, e escorrer sobre papel absorvente.



Ovos verdes 

Ingredientes:
8 ovos
1 c. sopa de margarina
2 c. sopa de salsa picada
sal e pimenta
1 ovo inteiro
farinha óleo para fritar

Preparação:
Cozer os ovos durante 10 minutos após começarem a ferver.
Passar imediatamente por água fria e descascar. Depois de frios cortá-los ao meio, retirando a gema para uma tijela.
Com a ajuda de um garfo, esmagar as gemas e misturar bem a salsa e a margarina. Temperar com sal e pimenta e encher as metades de clara com este preparado.
Passar os ovos por farinha e depois pelo ovo batido e temperado com sal.
Fritar em óleo bem quente.