"My bread", o método revolucionário de fazer pão não amassado, por Jim Lahey | "My bread", the revolutionary no-work, no-knead method, by Jim Lahey



"The loaf is incredible, a fine-bakery quality, European style boule that is produced more easily than by any other technique I've used, and it will blow your mind" 
                                                                             Mark Bittman, The New York Times




Afinal nem é assim tão difícil fazer pão. Exige alguma prática, é certo, como já falámos aqui, e o sucesso depende de alguns factores, como os ingredientes, o tempo de fermentação, o "amassar" do pão, ou a cozedura. Jim Lahey mostra-nos neste livro que existe uma forma relativamente fácil de fazer pão sem necessidade de "amassar". 

O segredo para o pão de Jim Lahey é a fermentação lenta. Neste livro, com instruções passo-a-passo seguidas de fotos passo-a-passo, Jim mostra-nos que são apenas precisos 5 minutos de trabalho para preparar um pão: misturar água, farinha , fermento e sal, e deixar o tempo fazer a sua "magia" - não é necessário amassar. Espere 12 a 18 horas para que o pão cresça, desenvolvendo estrutura e sabor, e então, depois de mais uma breve fermentação, coza rapidamente o pão numa panela coberta de ferro fundido, ou doutro material como barro.

O processo não poderia ser mais simples e os resultados mais inspiradores. "My Bread" dedica um capítulo a receitas de Jim que são variações sobre o pão básico, incluindo pão de azeitona, pão de queijo pecorino, rolos de pancetta, baguette italiana clássica (stirato) e a baguette com tomate, azeitonas, ou alho (stecca). Apresenta-nos ainda outros pães mais criativos, como pão de Amendoim ou pão de Amendoim e Compota, outros que usam sumos em vez de água, e o seu pão Irlandês, preparado com Guiness Stout. Há um capítulo dedicado às sandwiches, com receitas para os ingredientes da sandwiche que complementam perfeitamente os seus pães únicos, como porco assado com citrinos, a berinjela marinada ou  Green Onion Bagna Cauda.

Se começar a fazer pão regularmente, vai certamente começar a ter restos de pão. Mas não precisa de os deitar fora, ainda são comestíveis. O livro tem um capítulo com receitas bem criativas que utilizam restos de pão, como a Sopa de pão, a Salada de pão (a Panzanella clássica) ou a Torta de chocolate.

Jim é o dono da Sullivan Street Bakery, inaugurada na cidade de Nova Iorque em 1994, depois de trabalhar e aprender com padeiros do nordeste e centro da Itália. Em 2009,  abriu uma pizzaria, Co., também em Nova Iorque, e por isso este livro não estaria completo sem receitas de pizza: Pizza Bianca (uma massa fina, leve e crocante com azeite e alecrim), Pizza Pomodoro (só tem de espalhar a massa num tabuleiro e adicionar o recheio que quiser), Focaccia, e muitos outros.

Se quiser um pão num espaço de tempo mais curto, pode utilizar uma receita que utiliza mais fermento e só precisa de cerca de 2 horas para a fermentação. O resultado é um pão rústico e de sabor intenso!




The secret to Jim Lahey's bread is slow-rise fermentation. As Jim shows in this book, with step-by-step instructions followed by step-by-step pictures, the amount of labor you put in amounts to 5 minutes: mix water, flour, yeast, and salt, and then let time work its magic - no kneading necessary. Wait 12 to 18 hours for the bread to rise, developing structure and flavor; then, after another short rise, briefly bake the bread in a covered cast-iron or another material like clay pot.

The process couldn't be more simple, or the results more inspiring. My Bread devotes chapters to Jim's variations on the basic loaf, including an olive loaf, pecorino cheese bread, pancetta rolls, the classic Italian baguette (stirato) and the stunning bread stick studded with tomatoes, olives, or garlic (stecca). He gets even more creative loaves like Peanut Bread or Peanut and Jelly  Bread, others that use juice instead of water, and his Irish Brown Bread, wich calls for Guiness stout. There is a chaper dedicated to the art of sandwiches, with recipes for sandwich ingredients that perfectly complement his unique breads, like Citrus Roast pork, marinated Eggplant or Green Onion Bagna Cauda. 

If you start bake bread all the time, you're going to have a lot of old bread around. But you don't have to throw the bread away, it is still food. The book has a chapter with inventive recipes that uses old bread, like Bread Soup, Bread Salad (the classic Panzanella) or Chocolate Torte.

Jim is the owner of  Sullivan Street Bakery , opened in New York city in 1994, after working  in northeastern and central Italy with bakers. In 2009 he opened his new pizza restaurant, Co., and so this book wouldn't be complete without pizza recipes: Pizza Bianca (light, crispy flatbread with olive oil and rosemary), Pizza Pomodoro ( you just have to spread the risen dough across a baking sheet and add toppings before baking),  Focaccia, and many others.

If you want a bread in a short time, you can you use a recipe that uses more yeast, so you just need about 2 hours for fermentation. And the result is a rustic, deep-flavored bread!




Detalhes | Product detail: 

 Editora | Publisher: W. W. Norton & Company
 Data de publicação | Publication date: 2009
 Páginas | Pages: 222
 Língua | Language: Inglês | English

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Pão de amendoim | Peanut bread




Adaptado de / Adapted from: My bread, Jim Lahey, W. W. Norton & Company, 2009


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Ingredientes (para 1 pão com cerca de 600 g)

280 g de farinha tipo 65, mais um pouco para polvilhar
20 g de farinha de trigo integral
4 g de sal
1 g de fermento seco
260 ml de água fria
50 g de manteiga de amendoim
70 g de amendoins inteiros


Semifrio três chocolates | Three-chocolate semifreddo


Nem sempre a execução das receitas resulta de acordo com o esperado. Foi o caso deste semifrio. A receita original, cuja fotografia mostro no final, tem este aspecto de 3 camadas de cores distintas, em formato triangular (não consegui encontrar uma forma com este formato por isso fiz numa forma rectangular). Os sabores, de chocolate branco, chocolate de leite com Nutela e chocolate negro com Cointreau, no entanto, consegui reproduzir e o resultado final em termos de sabor foi muito bom. Uma textura delicada, em que se conseguem distinguir 3 sabores numa única colherada...por isso, e apesar do aspecto visual não ser surpreeendente, partilho aqui convosco a receita, que deverá certamente ser alterada de modo a conseguir colocar as 3 camadas perfeitamente definidas. Fica aqui o desafio, fico à espera das Vossas propostas deste semifrio 3 chocolates!





Adaptado de / Adapted from: La Cucina Italiana Magazine, n 45, January / February 2014


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Ingredientes (para 8)

70 g de chocolate de leite, picado em pequenos pedaços
30 g de Nutela
360 ml de natas para bater
100 g de chocolate negro (70%), picado em pequenos pedaços
2 c. sopa de Cointreau
100 g de chocolate branco, picado em pequenos pedaços 
80 ml de iogurte grego
2 ovos grandes
1 gema de ovo grande
150 g de açúcar, mais 2 c. sopa para bater junto com as natas
1/8 de c. chá de sal fino


O clássico cheesecake de limão | Classic lemon cheesecake






Adaptado de / Adapted from: Cheesecakes baked and chilled, Vários autores, The Australian Women's Week, 2006


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Ingredientes

Base:
250 g de bolachas doces (shortcake ou outra)
125 g de manteiga derretida

Recheio:
1 c. chá de gelatina em pó
1 c. sopa de água
250 g de queijo creme
2 c. chá de raspa de limão
1 lata de leite condensado (370 g)
80 ml de sumo de limão

Xarope de limão para decorar:
75 g de açúcar
80 ml de água
2 c. sopa de raspa de limão em fios


Novos livros de cozinha | New cookbooks


A nossa sugestão vai para 3 livros de receitas em português e de Chef's Portugueses. Estilos diferentes, com receitas para diferentes âmbitos, todos eles livros muito interessantes para ter na sua estante e utilizar na sua cozinha.



"50 receitas de bacalhau"

por / by: José Gonçalves, João Frazão



Sinopse:

O bacalhau tem um lugar de destaque na história da gastronomia portuguesa. Um receituário quase infindável permite que este peixe seja consumido em várias formas: cru, cozido, assado, gratinado, frito, entre outras. A imaginação é o limite, como se pode ver nas receitas tradicionais ou de autor aqui propostas por chefs de vários restaurantes de Lisboa. 

Três capítulos introdutórios ("A epopeia do bacalhau", "Um património gastronómico" e "10 coisas que deve saber sobre o bacalhau") fornecem um conjunto de informações importantes sobre "o fiél amigo". Seguem-se 50 receitas, de Chef's de restaurantes de Lisboa, que vão desde receitas tão tradicionais como o Bacalhau à Brás ou os Pastéis de bacalhau, até receitas de autor como Bacalhau com queijo da serra em cama de espinafres, Bacalhau confitado sobre puré de grão com grelos salteados ou Bacalhau fresco marinado em Vinho do Porto, soja e miso. Receitas bem explicadas, algumas acompanhadas de imagens de execução passo-a-passo, utilizando ingredientes acessíveis, e que terminam da melhor maneira: uma sugestão de um bom vinho para acompanhar cada prato.

Detalhes / Product detail: 
  
    Editora / Publisher: Carácter Editora
    Data de publicação / Publication date: Novembro de 2013 / November 2013
    Páginas / Pages: 144
    Língua / Language: Português / Portuguese

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"Prazer de comer, prazer de viver"

por / by:  Nuno Queiroz Ribeiro


Sinopse:

Depois de ter uma carreira internacional em alguns dos mais conhecidos restaurantes com estrela Michelin, Nuno Queiroz Ribeiro percebeu que para viver a sua paixão, a culinária, tinha de a temperar com um pouco de amor: amor à vida e aos outros. Reconhecendo que nós somos aquilo que comemos, aprendemos com este livro a descobrir os novos prazeres da comida, através de explicações, dicas e receitas, onde alguns ingredientes, aparentemente estranhos, se tornam afinal essenciais para o nosso bem estar.

O livro divide-se em 5 capítulos:

    - Viver e aprender: como descobri os novos prazeres da comida 
    - Comida que cura: milagre ou realidade?
    - Prazer de comer, prazer de viver: as receitas
    - Emagrecer com prazer
    - E agora, para algo totalmente novo

Em todos eles algo de diferente, seja um conceito de vida, um ingrediente de que não ouvimos falar mas que parece ser acessível e saboroso, uma combinação de sabores especial, a descoberta do conceito de alcalinização, a importância de consumir alimentos crús, ervas aromáticas e especiarias, e no final a sensação de que nos vamos sentir bem melhor e contribuimos para a nossa "cura"!

Detalhes / Product detail: 

    Editora / Publisher: Matéria Prima
    Data de publicação / Publication date: Novembro de 2013 / November 2013
    Páginas / Pages: 208
    Língua / Language: Português / Portuguese

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"10 por 10 - Receitas para fazer em menos de 10 minutos e por menos de 10 euros"

por / by:  Chakall 


Sinopse:

 "Façam as receitas com muito amor e paixão. Por dia dê, no mínimo, 40 beijos"
                                                                                                            Chakall

Com o seu habitual humor e criatividade, Chakall está de volta com o seu 5º livro. Desta vez, com receitas bem simples, rápidas e pouco dispendiosas: preparadas em menos de 10 minutos e com custo inferior a 10 euros!

Numa época em que tempo é dinheiro, e a poupança está na ordem do dia, a boa disposição e alegria presentes no livro mostram que isso não nos impede de comer  bem e partilhar boa comida com  a família e os amigos.

Com receitas explicadas de uma forma clara, fotografias com muita cor, indicação do custo aproximado e dicas para o dia-a-dia (não só sobre comida mas sobretudo sobre formas de estar na vida), este é sem dúvida um livro a usar com frequência na sua cozinha.
 
Chakall nasceu em Tigre, Buenos Aires. Neste momento é chef dos restaurantes: Volver, Blend e Gant Gourmet em Lisboa, O restaurante Praya no Algarve e Sudaka, em Berlim. É, ainda, chef executivo da Cozinha Divina Catering, da SATA Airlines, consultor de várias marcas e produtos.
 Tem programas de televisão em Portugal, China e Alemanha em simultâneo.

Detalhes / Product detail: 

    Editora / Publisher: Oficina do livro
    Data de publicação / Publication date: Fevereiro de 2014 / February 2014
    Páginas / Pages: 160
    Língua / Language: Português / Portuguese

Compre aqui / Buy here:  Oficina do livro - Wook - FNAC


Pão com manteiga (II) | Bread and butter (II)


E fazer o nosso pão (ver a receita aqui) tornou-se um hábito, quase um vício. Testámos outras farinhas, e continuamos a fazer pão com muito bom sabor e textura, que se consegue manter durante cerca de 2 dias. Desta vez fizémos com farinha de espelta, em substituição da farinha de trigo, e também testámos uma mistura (em partes iguais) de farinha de trigo e farinha de centeio.

O pão de espelta* ficou muito saboroso, um pouco mais adocicado do que o que se obtém com a farinha de trigo normal. Mas o sabor e a consistência do pão de mistura de trigo e centeio são até agora os meus preferidos!

And making our own bread (see recipe here) has become an habit, almost an addiction. We tried other flours, and continue to make bread with very good flavor and texture, it can keep for about 2 days. This time we made with spelt* flour in place of wheat flour, and tested a mixture (in equal parts) of wheat flour and rye flour.

The bread was very tasty, a bit sweeter than what you get with regular wheat flour. But the taste and consistency of brown bread wheat and rye are so far my favorite!



Pão com farinha de espelta | Spelt flour bread

 Pão com farinha de espelta | Spelt flour bread


Pão de trigo e centeio | Wheat and rye bread


Pão de trigo e centeio | Wheat and rye bread


* Espelta é um cereal da família de trigo. O grão tem sido cultivada há séculos, na Europa central e de leste.Tem um sabor agradável e ligeiramente doce , similar ao da farinha de trigo integral. A farinha de espelta tem um pouco menos calorias do que a farinha de trigo e um teor um  pouco mais elevado em proteínas e é de fácil digestão. 

* Spelt is a cereal grain from the wheat family. The grain has been cultivated for centuries, in both central Europe and the middle east. It has a nutty and slightly sweet flavor, similar to that of whole wheat flour. Spelt has slightly fewer calories than wheat flour and is somewhat higher in protein. The flour is easy to digest.

Clássicos da cozinha: madeleines | Culinary classics: madeleines


Podemos utilizar a receita destas madaleines e cozê-las numa qualquer forma para pequenos bolos, mas não é a mesma coisa. Pois para além do sabor e de uma massa  húmida e leve, estes bolos têm aquela linda forma de concha, aquele "altinho" no centro e as bordas ligeiramente crocantes a lembrar um biscoito.

O fã mais famoso desta especialidade foi o romancista e ensaísta Francês Marcel Proust, no início do séc. XX, que dizia que o seu sabor, aroma e textura o levavam a um passado distante, à sua infância, gravado para sempre no seu subconsciente.  Descrevia-as como "as pequenas conchas de massa tão ricamente sensuais sob suas dobras religiosas".

No entanto, a história da madeleine parece ter começado antes, nas cozinhas luxuosas de um dos maiores gourmets franceses, o diplomata Charles Maurice de Talleyrand-Périgord. Com ele trabalharam Carême e Avice, mestres da confeitaria francesa. A moda da época era ter grandes mesas de banquetes extravagantes para exibir toda a comida, e onde terão utilizado moldes em formato de conchas para cozer bolos leves e deliciosos. Outros historiadores de gastronomia afirmam que a receita já existia meio século antes, atribuindo a sua invenção a Madeleine Paulmier, que trabalhava para o rei da Polónia e por quem o rei se apaixonou. Também é possível que fossem feitas pelas freiras do convento de Santa Maria Madalena. De qualquer modo, a filha do rei, Marie, era casada com o rei Luís XV de França, e assim as madeleines tornaram-se atracção em Versailles. E assim permaneceram como um dos simbolos da cozinha Francesa.

                                                                              Fonte: Quem colocou o filé no Wellington? por James Winter




Adaptado de / Adapted from: Mini-madeleines, Sandra Mahut, Editora Boccato, 2010



Madeleines de caramelo e de chocomenta


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Ingredientes (cerca de 28 bolos)

2 ovos
150 g de açúcar
150 g de farinha
1 c. chá de fermento em pó
125 g de manteiga à temperatura ambiente
2 c. sopa de leite

Para o recheio: 
7 caramelos 
6 quadrados de chocolate recheados com menta (After Eight)

Preparação

1. Bata os ovos com o açúcar até obter um creme claro. Adicione, aos poucos, a farinha e o fermento, previamente misturados e peneirados. Junte a manteiga e o leite e misture bem.

2. Divida a massa ao meio. Numa das metades misture bem os quadrados de chocolate  partidos em pequenos pedaços. Deixe as massas descansar no frigorífico durante cerca de 30 minutos.

3. Pre-aqueça o forno a 220 ºC. Deite uma colher de chá de massa em cada cavidade da forma. No caso da madeleine de caramelo, adicione metade de um caramelo no centro de cada cavidade. Deixe cozer durante cerca de 3 ou 4 minutos e baixe a temperatura para 180 ºC. Deixe cozer por mais 5 ou 6 minutos. Caso as madeleines dourem rápido demais, diminua a temperatura do forno. Retire do forno, deixe arrefecer por 10 minutos e retire as madeleines da forma.

As madeleines devem comer-se mornas, particularmente  no caso das de caramelo.





We can use these madaleines recipe and bake them in any pan for small cakes, but it is not the same thing. Beyond flavor and a moist and light dough, these cakes have that beautiful shell shape, that "lump" in the center and slightly crispy edges that resembles a cookie.

The most famous fan of this specialty was the French novelist and essayist Marcel Proust at the beginning of the XX century,  which said that their flavor, aroma and texture led him to a distant past, his childhood, forever etched in his subconscious. He described them as " small dough shells so richly sensual under its religious folds".

However, the story of madeleine seems to have started earlier before, in the luxury kitchens of one of the greatest French gourmets, the diplomat Charles Maurice de Talleyrand - Périgord. Carême and Avice, masters of French confectionery worked with him. By that time it was  fancy to have banquet tables to display all the food, and they have used molds of shells to bake delicious and ligh cakes. Other historians claim that the recipe existed half a century before, attributing its invention to Madeleine Paulmier, who worked for the king of Poland and by whom the king fell in love. It is also possible that they were made by the nuns of the convent of St. Mary Magdalene. Anyway,  the king's daughter, Marie , was married to King Louis XV of France, and thus the madeleines became an attraction in Versailles. And so it remained as one of the symbols of the French cuisine.
                                                                             
                                                                                                     Source: Who put the beef in Wellington? by James Winter         

Mintchocolate and caramel madeleines


Ingredients (about 28)

2 eggs
150 g sugar
150 g flour
1 tsp baking powder
125 g butter at room temperature
2 tbsp milk 

For the filling:
7 caramels
6 squares of mint chocolate thins ( After Eight )

Preparation

1. Beat eggs with sugar until light and fluffy. Add gradually the flour and baking powder, previously mixed and sieved. Add the butter and milk and mix well.

2. Divide dough in half. In one half mix well chocolate mint thins broken into small pieces. Let the dough rest in refrigerator for about 30 minutes.

3. Preheat oven to 220 ºC. Pour a spoonful of batter into each cavity of the pan. In the case of the caramel madeleine, add half of a caramel at the center of each cavity. Bake for about 3 or 4 minutes and lower the temperature to 180 ºC. Bake for 5 to 6 minutes. If the madeleines are golden too fast, lower the oven temperature. Remove from oven, let cool for 10 minutes and remove the madeleines from the pan.

The madeleines should be eated warm, particularly in the case of caramel madeleines.