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"Se não têm pão, que comam brioches"


"Se não têm pão, que comam brioches"

Esta frase parece ter sido atribuída a  Maria Antonieta, que durante um passeio que deu com o seu cocheiro lhe perguntou  por que razão toda aquela gente parecia tão desgraçada. "Majestade, não há pão para comer." (As más colheitas de 1789 fizeram com que o preço do pão aumentasse de forma vertiginosa). Ao que Maria Antonieta respondeu: "Se não têm pão, que comam brioches".
O mais provável é que Maria Antonieta nunca tenha dito semelhantes palavras. O mais provável é que alguém as tenha extraído das Confissões do filósofo Jean-Jacques Rousseau, o escritor com maior sucesso na época da revolução. Neste livro, escrito entre 1766 e 1770, Rousseau menciona que uma princesa, da qual não menciona o nome, pronunciou estas palavras quando viu o povo faminto. Alguns pensam que tais palavras foram pronunciadas quase cem anos antes, por Maria Teresa da Espanha (1638-1683), a esposa de Luís XIV. No momento em que Rousseau escreveu este episódio, Maria Antonieta ainda era uma menina e vivia na Áustria. Não obstante, na França de 1789, todos pensavam que este comentário cínico só podia ter saído da boca de Maria Antonieta. 
 
Mas afinal o que é o brioche?

A palavra deriva da palavra normanda "broyer", que significa trabalhar a massa com um "broye" ou "brie" (uma espécie de rolo de madeira para amassar). O brioche é um pão de origem francesa, que nasceu na Normandia no século XVI, feito com alto teor de manteiga e ovo. É  um pão leve e ligeiramente inchado, mais ou menos bem, de acordo com a proporção de manteiga e de ovos.

O brioche é considerado uma Viennoiserie, juntamente com os croissants, o pain au lait e o pain aux raisins e são normalmente consumidos ao pequeno almoço ou  lanche

Os formatos em que se pode apresentar um brioche são muito variados, assim como o sabor que o complementa,  podendo ser usado como base de uma sobremesa com variados recheios e coberturas, ou como salgados, envolvendo fois gras ou salsicha, ou ainda, como brioches individuais com diversos recheios picados.




Adaptado de: La pâtisserie des rêves, Philippe Conticini e Thierry Teyssier, Grund, 2012


Brioche Mousseline

Esta é uma receita de brioche particularmente leve, daí o nome "mousseline". Tem um tempo de preparação longo, cerca de 7 horas, mas o resultado final compensa!

 
Ingredientes 
 

250 gr de farinha (mais um pouco para trabalhar a massa)
40 gr de açucar
1 c. café rasa de sal (6 gr)
10 gr de fermento de padeiro
 4 ovos bem frios
 190 gr de manteiga à temperatura ambiente

  




 Preparação 
Preparar a massa


Retirar a manteiga do frigorífico cerca de 1/2 hora antes de começar a preparar a receita. Partir os ovos para uma pequena tigela, misturá-los bem e juntar de seguida a levedura, esfarelada.
Numa taça de batedeira, misturar a farinha, o açúcar e o sal. Ligar a batedeira e juntar a mistura de ovos e fermento. Bater a velocidade lenta para dar corpo à massa. Quando esta estiver bem homogénea, passar para uma velocidade média e bater cerca de 7 a 8 minutos, até que a massa se descole das paredes da tigela.

Incorporar a manteiga

Cortar a manteiga em pequenos pedaços e juntá-los à massa. Continuar a  bater, cerca de 3 a 4 minutos, até que a massa se descole de novo das paredes e tenha uma textura bem lisa e homogénea.

Deixar repousar a massa

Retirar a taça da batedeira, deixando a massa no seu interior. Cobrir a superfície da massa com película aderente. Deixar repousar à temperatura ambiente cerca de 1h30m, até que duplique de volume.
 




Deixar repousar no frigorífico

Colocar a massa sobre uma superfície de trabalho enfarinhada e dobrá-la com 2 ou 3 movimentos da mão até que tenha a forma de uma bola. Colocar sobre papel vegetal e cobrir com película aderente.
Levar ao frigorífico durante 3 horas.






Cortar a massa

Cobrir a massa com um pouco de farinha e dar-lhe o formato d eum rolo com cerca de 16 cm de comprimento.
Cortar em 4 pedaços iguais e colocá-los numa forma rectangular forrada com papel vegetal. Tapar a forma com pelicula aderente e deixar a levedar durante cerca de 2 horas, até que cresçam cerca de 75% do seu volume.

Cozer o pão

Aquecer o forno a 170 ºC.
Colocar a forma no forno tapada com papel vegetal e deixar cozer cerca de 35 minutos.


Madalenas de sonho!


Adaptado de: La pâtisserie des rêves, Philippe Conticini e Thierry Teyssier, Grund, 2012

Ingredientes:

3 ovos
140 gr de açúcar
135 gr de manteiga (mais um pouco para untar as formas)
50 ml de leite meio-gordo à temperatura ambiente
125 gr de farinha
1 c. sobremesa de fermento em pó
2 c. café de mel
1 c. café de sal
extracto de baunilha
1 c. sopa de óleo de amendoim

Preparação:

Derreter a manteiga numa pequena caçarola e deixá-la amornar (se tiver um termómetro, até cerca de 40ºC).
Numa taça bater os ovos com o açúcar, o sal, o mel, e algumas gotas de extracto de baunilha, até que a mistura fique esbranquiçada.
Adicionar o óleo, e de seguida a farinha peneirada (a que previamente juntou o fermento), e por último a manteiga derretida. Após obter uma mistura homogénea, misturar bem o leite.
Cobrir a superfície com película aderente e levar ao frígorífico durante pelo menos 4 horas.




Aquecer o forno a 160 ºC, aquecendo também o tabuleiro onde vão ser colocadas as formas.
Untar as formas com manteiga e colocar a massa com a ajuda de uma colher.
Levar ao forno durante cerca de 20 minutos. Desenformar quando ainda estiverem mornas.


O bolo amanteigado da Bretanha


Esta receita é uma especialidade da cidade de Douarnenez, Finisterra, no oeste de França, onde teve origem por volta de 1860.
Reza a história que um padeiro que se enganou a fazer a sua massa de pão, resolveu não a deitar fora e teve a ideia de lhe juntar açúcar e manteiga, obtendo então uma massa de pão fermentada e enriquecida. O resultado foi um verdadeiro sucesso.

Transformou-se assim numa especialidade da cozinha tradicional Bretã, com a sua textura esfarelenta e densa, e um sabor simultaneamente doce e salgado. 

As receitas são muitas e variadas. Alguns “Gâteau Breton” são de maçã, outros são regados com Rum, outros contêm ameixas, podendo ainda ser cobertos com caramelo ou manteiga com sal, e constituem um verdadeiro prazer durante o café ou chá!

Tem a vantagem de ser capaz de se manter várias semanas, ou até meses, mas ...será que alguém resiste?




Adaptado de: La pâtisserie des rêves, Philippe Conticini e Thierry Teyssier, Grund, 2012


Ingredientes (para cerca de 7 a 8 pequenos bolos):

300 gr de farinha
240 gr de açúcar
1 c. chá de fermento em pó
240 gr de manteiga com sal, amolecida
1 c. chá de sal
3 gemas de ovo
1 c. sopa de rum

Para cobrir:
1 gema de ovo 
1 c. sopa de café

Preparação:

1. Misturar os ingredientes
Numa tijela grande, amassar a manteiga com uma colher de pau até ficar cremosa. Juntar o açúcar e misturar para obter uma mistura homogénea.Incorporar as gemas uma a uma, o sal, e depois pouco a pouco a farinha previamente misturada com o fermento e peneirada.
Amassar esta mistura, adicionando lentamente o rum, até que fique bem homogénea.


2. Preparar as formas
Untar pequenas formas de tarte com manteiga e colocá-las num tabuleiro, sobre uma folha de papel vegetal. Com as mãos colocar a massa em cada forma e alisar a superfície com a ajuda de uma colher aquecida.

3. Cobrir os bolos
Pré-aquecer o forno a 170ºC. Bater bem a gema de ovo com o café e pincelar bem a superfície do bolo com esta mistura.


4. Cozedura
Levar os bolos ao forno durante cerca de 20 minutos. A cozedura depende do forno, devendo verificar que os bolos apresentam a superfície dourada e macios (não deverão cozer demais para não ficarem duros). Deixar repousar cerca de 5 minutos e desenformar antes que arrefeçam completamente.