Mostrar mensagens com a etiqueta Cozinha Tradicional Portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cozinha Tradicional Portuguesa. Mostrar todas as mensagens

Kasutera, o pão-de-ló Japonês | Kasutera, Japanese sponge cake



O kasutera (também chamado Pão de Castela) é um bolo tradicional do Japão, levado pelos missionários Portugueses no século XVI e inspirado no nosso tradicional pão-de-ló.

É um bolo fofo, bastante doce pela quantidade de açúcar e mel que é usado na sua preparação, que também contribui para obter uma interessante superfície castanha escura. Embora macio, é um pouco elástico, pela utilização de farinha com elevado teor de glúten. Na versão clássica apenas leva açúcar, ovos, mel e farinha de pão mas outras versões foram surgindo ao longo do tempo que incluem o chá matcha, cacau em pó, côco ou açúcar mascavado em substituição do mel, obtendo-se assim diferentes sabores.


É delicioso acompanhado de um chá verde, ou um café bem gelado em tempo de calor!



Kasutera, o bolo tradicional Japonês inspirado no pão-de-ló


Adaptado de / Adapted from:  




Bacalhau com Grão | Salt Cod and Chickpea Salad


Bacalhau com grão. Uma das muitas formas que os Portugueses encontraram para preparar o bacalhau. E se a maneira mais simples é cozer o bacalhau e o grão, acompanhar com ovo cozido, temperar com salsa e cebola picada, e um bom azeite, aqui encontramos na versão do Chef George Mendes um sabor mais apurado, em especial pela forma de cozer o grão. Mas também pela adição de um pickle de chalota, a salsa picada com um toque cítrico,  e um tempero de azeite de salsa...inovar nos sabores mantendo a tradição.

O Chef George Mendes levou a Cozinha Portuguesa para Nova Iorque, primeiro com o Restaurante Aldea, galardoado com uma estrela Michelin, e mais recentemente com o Lupulo. E é neste seu livro, "My Portugal", que conta histórias e apresenta receitas de uma viagem gastronómica pelo nosso país. 

Continuando o seu trabalho de divulgação, amanhã em Nova Iorque George Mendes junta-se ao Chef Jose Avillez para preparar um jantar onde irão apresentar a sua visão inovadora e contemporânea  dos melhores sabores e tradições da gastronomia Portuguesa.


“A cozinha de Portugal é tão simples, deliciosa e saudável. Os sabores são familiares a qualquer pessoa que já provou comida espanhola, italiana ou mediterrânica, com o seu uso abundante de azeite, alho, cebola e ervas aromáticas. Mas a cozinha portuguesa tem uma alma extremamente distinta.” 

                                                                                                       Chef George Mendes
   
                                                                                                                   




Adaptado de / Adapted from:











My Portugal
George Mendes
Stewart, Tabori & Chang, New York, 2014




Pargo no forno | Roasted snapper


Um prato habitual na nossa mesa, em dias de ir ao mercado comprar peixe fresco. E um regresso à minha infância, pois frequentemente o peixe era preparado desta forma, fosse  pargo ou  goraz, o que houvesse mais fresco. Simples, saudável e muito saboroso.




Adaptado de / Adapted from: 

 




Cozinha Tradicional Portuguesa
Maria de Lurdes Modesto

Verbo, 1982









Uma empada de "inspiração" alentejana


As empadas de frango são um dos salgados mais conhecidos e consumidos em Portugal. Tradicionalmente, são feitas no Alentejo, e preparadas com uma massa à base de farinha e gordura, recheadas com pedaços de frango cozido num caldo temperado, contendo enchidos,  e terminando com uma "tampa" de massa. Mas também as há feitas com carne de vitela ou mistura com carne de porco, na região de Castelo Branco.
Pelo mundo fora as empadas apresentam-se desta forma, ou seja uma "caixa" de massa com um recheio. Variam no tipo de massa e no recheio, que pode incluir, para além de frango e de carne, carne-seca, queijo catupiry, palmito ou camarão, estes últimos muito populares no Brasil.
A "Chicken pie" é igualmente  popular nos Estados Unidos, bem como em Inglaterra, onde é preparada com cogumelos. De Inglaterra vem também a Melton Mowbrie Pie, feita com carne de porco, e reconhecida mundialmente, existindo até uma Associação que pretende proteger a sua autenticidade.

A receita que fizémos tem uma massa preparada com azeite e banha, e um recheio de "inspiração" alentejana, com chouriço e farinheira.




Adaptado de: Cozinha Tradicional Portuguesa, Mª de Lurdes Modesto, Verbo, 1982 e
24 Kitchen Portugal, Programa de TV


Ingredientes 

Para a massa:
500 g de farinha
50 g de banha
5 c. sopa de azeite
2 ovos
sal
caldo de cozer o frango q.b.

Para o recheio:
1/2 frango do campo
1 chouriço de carne
1/2 farinheira
2 c. sopa de azeite
1 cebola
3 dentes de alho
2 cenouras
2 folhas de louro
1 ramo de salsa
1 copo de vinho branco
1 cálice de vinho do Porto branco
sal e pimenta

1 gema de ovo para pincelar no final

Preparação 

1. Começar por cozer o frango em água e sal, até que a carne fique macia e se desprenda dos ossos. Retirar o frango, deixar arrefecer um pouco, limpar de peles e ossos e cortar em pequenos pedaços. Reservar o caldo de cozedura.

2. Preparar então a massa: peneirar a farinha para uma taça, juntar sal e abrir um buraco ao meio. Aquecer a banha e o azeite (sem deixar ferver) e deitar esta mistura morna no meio da farinha. Mexer, juntar os ovos e começar a trabalhar a massa com um pouco de água morna de cozer o frango. Amassar bem, até obter uma massa homogénea e com alguma elasticidade. Colocar numa taça e deixar descansar, tapada, durante cerca de 1 hora.

 3. Enquanto a massa descansa, preparar o recheio: num tacho colocar o azeite, a cebola e os dentes de alho bem picados, juntar as folhas de louro e refogar.
Descascar as cenouras, cortar em pedaços bem pequenos e junatr ao refogado. Deixar fritar até que fiquem macios, acrescentar a salsa picada, temperar com sal e pimenta, e regar com o vinho branco. Juntar então o frango em pedaços, o chouriço também cortado em pedaços e a metade da farinha, a que se retirou a pele. Deixar apurar e, se necessário, juntar um pouco do caldo de cozer o frango. No final, colocar o cálice de vinho do Porto, deixar ferver e de seguida retirar do lume.
Rectificar os temperos, retirar as folhas de louro e reservar.

4. Entretanto, cortar a massa em 2 pedaços. Estender um deles e forrar uma forma, previamente untada com azeite. Colocar dentro da forma o recheio de frango.





5. Estender o segundo pedaço de massa e com ele tapar a superfície da forma. Com a ajuda de cortadores de massa decorar a gosto.





6. Pincelar a superfície com uma gema de ovo. Levar ao forno a 180 ºC, durante cerca de 25 a 30 minutos, até que apresente uma cor dourada.







Peixinhos da horta, ovos verdes...hora dos petiscos

Os peixinhos da horta fazem parte da cozinha tradicional Portuguesa, em particular da região de Lisboa.  Costumam ser servidos como petiscos ou entrada. São preparados com feijão-verde mergulhado numa massa de farinha, água, ovo e cebola, antes de ser fritos até dourar. Diz-se que este prato deu origem ao “tempura”, introduzido no Japão no século XVI por missionários Portugueses.

Da tradição fazem parte também os ovos verdes, os caracóis à Portuguesa, as pataniscas de bacalhau e o bacalhau albardado (acompanhadas de arroz de tomate ou uma salada de feijão frade temperada com azeite e polvilhada com cebola, salsa e ovo cozido picados), os pipis e os rissóis. Petiscos que se comem todo o ano, mas que também são típicos nos festejos dos Santos Populares que se aproximam.



Adaptado de: Cozinha Tradicional Portuguesa, Mª de Lurdes Modesto, Verbo, 1982


Peixinhos da horta 


Ingredientes:
500 gr de feijão verde
100 gr de farinha
1 ovo
1 c. sopa de cebola bem picada
sal e pimenta

Preparação:
Retirar as pontas e os fios ao feijão e cozer em água com sal.
Deitar a farinha numa tijela, dissolver com água suficiente para obter um polme nem muito espesso nem muito líquido. Adicionar o ovo e a cebola e temperar com sal e pimenta.
Passar as vagens do feijão pelo polme e fritar em óleo bem quente, até estarem douradas, e escorrer sobre papel absorvente.



Ovos verdes 

Ingredientes:
8 ovos
1 c. sopa de margarina
2 c. sopa de salsa picada
sal e pimenta
1 ovo inteiro
farinha óleo para fritar

Preparação:
Cozer os ovos durante 10 minutos após começarem a ferver.
Passar imediatamente por água fria e descascar. Depois de frios cortá-los ao meio, retirando a gema para uma tijela.
Com a ajuda de um garfo, esmagar as gemas e misturar bem a salsa e a margarina. Temperar com sal e pimenta e encher as metades de clara com este preparado.
Passar os ovos por farinha e depois pelo ovo batido e temperado com sal.
Fritar em óleo bem quente.



O pastel de nata do tamanho do mundo...

 "Os pasteis de nata ( mais conhecidos no Brasil por Pasteis de Belém ), são de origem conventual, como a maior parte do melhor da doçaria portuguesa. Eram fabricados pelos frades do majestoso Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. E, segundo a lenda, a receita era segredo fechado a sete chaves. A matéria prima para a doçaria conventual, era fornecida pelo armazém retalhista de Sebastião Alfredo da Silva, na Rua de Belém, a dois passos do mosteiro e onde o frade pasteleiro ia abastecer-se. O frade pode um dia ter confidenciado (ou vendido) a receita ao armazenista, que se associou ao confeiteiro Domingos Rafael Alves e, em 1837, fundaram a Sociedade Portuguesa de Confeitaria com o propósito de comercializar o afamado pastel . O armazém de Alfredo da Silva sofreu obras para se converter na Fábrica dos Pastéis de Belém, com cinco salas decoradas com belíssimos painéis de azulejos que os turistas gostam de fotografar.

            A fama dos pastéis cedo se espalhou por Lisboa. Dizia-se que o pasteleiro trabalhava fechado na “Oficina do Segredo” e só ele sabia misturar os ingredientes na quantidade certa. A “Oficina do Segredo” ainda existe, mas deixou de estar fechada a sete chaves. Embora a patente dos pastéis de Belém tenha sido registada em 1991, não faltam hoje em dia pastéis de nata em Portugal e no estrangeiro. Alguns eventualmente, melhores que os de Belém. 
        Tal como os fradinhos criadores ficaram a ver navios no sucesso nacional da sua guloseima, também Pedro Clarinha, atual dono da Fábrica dos Pastéis de Belém, não fatura com o sucesso internacional do seu docinho, que se tornou um autêntico embaixador de Portugal. É na realidade, o produto português mais conhecido no Oriente, onde entrou via Macau com o nome de “portuguese custard egg tart” (tarte de creme de ovo portuguesa). Embora existam bons pasteleiros portugueses em Macau, o lançamento asiático dos famosos bolos ficou a dever-se ao inglês Andrew Stow, que os provou a primeira vez na pastelaria de Belém.  Em 1983, Stow, que era casado com a chinesa Margaret Wong Stow, foi para Macau como relações públicas do Hotel Hyatt e, decorridos seis anos, abriu a padaria Lord Stow’s em Coloane. Seguiu-se a loja Andrew’s Coffee and Natas em Hong Kong e Stow decidiu franchisar o conceito “coffee and natas”: em 1999 surgiram várias lojas Lord Stow’s Egg Tart nas Filipinas, na  Tailândia em 2000, Coreia do Sul em 2001 e Japão em 2002. Quem provou diz que os natas asiáticos apenas lembram o pastel de Belém. A massa é menos folhada e o recheio tem sabor a ovo, em vez do sabor a nata. Ainda assim, os bolos de Stow tornaram-se um autêntico negócio da China. O casal acabou por se divorciar. Margaret continuou com a pastelaria de Coloane e a loja Café e Nata na baixa de Macau. Andrew vendeu o franchising das Lord Stow’s Egg  Tart à Kentucky Fried Chicken de Hong Kong e goza os rendimentos.
            Na Austrália, os pastéis surgiram há vinte anos na padaria do casal Linda e  Alex Lopes, em Melbourne, mas hoje são vendidos em todas as padarias dos  núcleos portugueses. Quanto aos Lopes, possuem agora o Magical Munch Bar, em  Burwood, que vende 7.500 pastéis por semana. Chegam igualmente à Zelândia, mas vão de barco, ultracongelados, tal como  estão agora a chegar aos Estados Unidos.
            Entretanto, Manuel Fernandes, da Lusitano Food & Home Products, distribuidor de produtos portugueses de New Bedford, meteu-se na doce aventura, ao conquistar os Estados Unidos com o pastel de nata, competindo com muffins e donuts e visando não apenas os núcleos portugueses, para os quais os natas estão como o fado. Fazem parte da saudade.
            Em França, Luxemburgo e Inglaterra, também não faltam pastelarias com doçaria  lusa e os natas são os que mais se vendem, dizendo-se mesmo que chegam à mesa  da rainha no palácio de Buckingham e os mais de quatro mil pastéis vendidos  diariamente nos 14 restaurantes Benugo são fabricados em Portugal, prática que  Manuel Fernandes quer agora introduzir também nos Estados Unidos. A aventura americana dos natas começou no final dos anos 50, quando o  madeirense João Pitta se instalou em New Bedford e tentou a sorte com bolos de mel  madeirenses, mas acabou por mudar para Newark e para os natas.  Pouco tempo depois, formavam-se filas à porta da Pitta’s Bakery e não  tardaram a abrir outras padarias, como a do José e Arminda Carloto, em Elizabeth, de  que Amália Rodrigues era cliente quando estava na área. 
            Outro caso de sucesso, mas à escala nacional, é Manuel Teixeira, cuja  Teixeira’s Bakery ganhou fama com natas, padinhas e pão da Mealhada que até abasteceu  os passageiros do supersónico Concorde.  Fazendo a história curta, Teixeira soube fazer notas com os natas. As várias  Teixeira’s Bakery deram origem à Portuguese Baking Co., com duas fábricas e distribuição por New Jersey, New York e Pennsylvania. E facturação de 250  milhões. Não faltam natas em Newark, onde, contas por alto, se consomem para aí 40 mil  pastéis de nata por dia. E houve tempos em que os portugueses da Nova  Inglaterra de visita à cidade levavam obrigatoriamente uma ou duas dúzias para  consumo próprio ou oferta.  Hoje existem pastelarias portuguesas noutras comunidades, nomeadamente três  em Fall River e meia dúzia em New Bedford, que fabricam natas, ainda que por  vezes anémicos.
            Fátima Marques, bonita jovem natural de Caxarias, arredores de Fátima, chegou  há 14 anos a Hollywood sonhando abrir a porta dos estúdios, mas optou por  abrir as Natas Pastriesa, no Ventura Blvd. e tem clientes como Nicole Kidman. A  Fatinha criou uma nova frente para os “nata cakes”. O problema das pequenas pastelarias é descobrir um bom pasteleiro (e poder  pagar-lhe) e foi a pensar nisso que o Manuel Fernandes decidiu lançar-se na  importação de natas congelados e por atacado.
            Em Portugal há várias fábricas de pastelaria que exportam pastéis para países  como a Nova Zelândia e o Canadá, onde são vendidos, por exemplo, em várias  cadeias de supermercados. Animado com o sucesso no Canadá, Fernandes mandou vir  um contentor à experiência e já vai no segundo contentor e conquistou  fregueses como este vosso criado. Os fradinhos dos Jerónimos tinham realmente os seus segredos e a feitura de  pastéis de natas tem que se lhe diga. O creme deve repousar em câmara  frigorífica até ser levado ao forno no dia seguinte, em banho-Maria. A massa folhada  que recebe o creme também tem segredos de preparação para ficar estaladiça. Nem todas as padarias, mercearias e restaurantes portugueses nos Estados  Unidos podem ter pasteleiro privativo, mas podem ter meia dúzia de caixas de natas  congelados (cada caixa tem 100 pastéis) e levá-los ao forno consoante as  necessidades. Não percebo nada de pastelaria, mas tenho feito um sucesso com os  natas congeladas. Quando aparecem visitas, levo alguns ao forno, ficam  quentinhos e tostadinhos em minutos. Depois é polvilhar com canela, tal como na velha  pastelaria de Belém. Só faltam os azulejos na parede e o carro eléctrico na rua.          
            No Brasil, os pastéis vendem-se em muitas pastelarias e padarias do Rio, São  Paulo e outras cidades, mas à escala nacional vendem-se nas 260 lojas Habib’s,  a maior rede brasileira de fast-food, cujo presidente (Alberto Saraiva) é  filho de padeiro português.

Fonte: Blogue Ora e Depois


Uma das mais recentes notícias de vendas de pastel de nata pelo mundo vem de Londres, onde 2 amigos se juntaram e construiram um elétrico 28, um dos mais emblemáticos símbolos de Lisboa, para venda de cafés e pastéis de nata. Ao fim de 3 meses já vendem cerca de 600 pastéis em cada fim de semana; ora vejam este vídeo:  nata28 em Londres.

A receita aqui apresentada, de Mª de Lurdes Modesto, foi preparada na forma de tarte, mas a receita original inclui a preparação da massa folhada e são preparados os pequenos pastéis.
O creme é exclusivamente preparado com natas e o sabor é simplesmente delicioso!




Adaptado de: Cozinha Tradicional Portuguesa,Mª de Lurdes Modesto,Verbo,1982






Ingredientes:

1 embalagem de massa folhada
5 dl de natas
8 gemas
2 c. chá de farinha
200 gr de açúcar
casca de limão

Preparação:

Misturar todos os ingredientes  do creme e levar ao lume até levantar fervura.
Retirar do calor, deixar arrefecer até amornar e tirar as cascas de limão.
Forrar a forma da tarte com a massa folhada e deitar o creme morno.
Levar ao forno muito quente (250 ºC a 300 ºC) até a massa e a superfície ficarem douradas (cerca de 15 a 20 minutos).
Servir polvilhado com açúcar e canela.