Bolinhos de amêndoa




Um doce especial, com crocante de amêndoa no fundo,  a parte de cima bem macia, a fazer lembrar um cheesecake, e um sabor deliciosos a frutos secos.



Podem ser provados ainda mornos, e são deliciosos, mas para mim são melhores no dia seguinte, acompanhados de queijo mascarpone e amêndoas torradas. Aqui, as opções são várias, e um pouco de pistachio e uns bagos de romã são excelentes alternativas.

O que torna este pequeno doce especial é aquela camada crocante de amêndoa no fundo, em contraste com a parte de cima extremamente macia, a fazer lembrar um cheesecake, e um sabor a frutos secos para o qual contribui não só a amêndoa, mas também a farinha de trigo sarraceno.

Podem ser guardados por 2 dois, em caixa fechada, e decorados apenas quando forem servidos, mas duvido que durem tanto tempo!

 

                                                    Receita adaptada de:




Sweet,  Yotam Ottolenghi e Helen Goh, Ebury Press,2017



Um doce especial, com crocante de amêndoa no fundo,  a parte de cima bem macia, a fazer lembrar um cheesecake, e um sabor deliciosos a frutos secos.

 

Grau de dificuldade: fácil

Tempo de preparação total: 1 h


 

Ingredientes (para cerca de 12)

 


Para a massa

 

240 g de farinha de amêndoas

135 g de açúcar demerara

135 g de açúcar mascavado claro

50 g de farinha de trigo sarraceno

80 g de manteiga sem sal, fria

¾ c. chá de sal

160 g de iogurte grego

90 g de ovo (cerca de 1 ½ ovos grandes)

¼ c. chá de extracto de amêndoa

¾ c. chá de noz-moscada

 

 















Para finalizar


60 g de queijo mascarpone

Açúcar em pó

Amêndoas laminadas, torradas


 

 


Preparação

 


Prepare a massa


Aqueça o forno a 180ºC (160ºC para forno ventilado).

Coloque a farinha de amêndoa, os açúcares, a manteiga e o sal num processador e triture até obter uma mistura granulada. Transfira 2/3 da mistura para uma taça, junte o iogurte, os ovos, o extracto de amêndoa e a noz-moscada. Misture bem e reserve.

 

Use o restante 1/3 da mistura de amêndoa para forrar o fundo das formas de bolinhos, à semelhança da preparação de um cheesecake. Use uma colher para pressionar bem a mistura contra a base.

 

Com a ajuda de uma colher coloque por cima a massa. Leve ao forno durante 30 a 35 min, rodando a meio da cozedura, até que fiquem bem dourados, e um palito inserido no centro saia seco. Deixe arrefecer nas formas durante cerca de 15 min e desenforme.

 

 Finalize


Depois de frios, decore com o mascarpone, o açúcar em pó e as amêndoas torradas.

 


Livros de cozinha em destaque: Pasta - The Spirit and Craft of Italy's Greatest Food, with Recipes

 






"PastaThe Spirit and Craft of Italy's Greatest Food, with Recipes
por Missy Robbins e Talia Baiocchi




Sinopse 

Não há palavras mais adequadas para descrever este livro do que estas, do Chef Massimo Bottura (Chef e Proprietário da Osteria Francescana, em Modena, Itália):

"Em Itália, a massa é mais do que comida. É uma religião. Fui criado com uma mãe e uma avó na cozinha a enrolar  massa de ovo todos os dias. Ao folhear este livro, lembrei-me dos seus gestos e das suas bonitas mãos enquanto trabalhavam a massa em múltiplas  formas. Missy e Talia exploraram os cantos mais remotos dos rituais da massa italiana através de histórias, receitas, e imagens delicadas para ilustrar como pode ser alegre e gratificante fazer massa. Capturaram a essência do ofício e acrescentaram detalhes finos para fomentar o desejo de qualquer pessoa de dominar esta técnica. Bravissime!"



Detalhes: 

    Editora: 
Ten Speed Press
Data de publicação: 2021
Páginas: 401
    Língua: Inglês
Compre aqui: Book Depository




Bilharacos, o nosso doce preferido de Natal






Esta é a receita dos Bilharacos da Avó Miquina. Apurada ao longo dos anos, e em cada preparação comparada com a de anos anteriores, pois nestas coisas não é possível fazer tudo sempre exactamente igual. É muito importante, disse-me quando me ensinou a receita, que a abóbora tenha a menor quantidade de água possível, e por isso temos logo aqui um factor que pode fazer com que os bilharacos fiquem diferentes. A consistência é ajustada com a farinha, e aqui a experiência e a “mão” são fundamentais: amassando com a mão, conseguimos perceber melhor quando a massa está no ponto para começar a ser frita. Mas este ponto só se reconhece com a experiência, não é possível definir por palavras.

São macios e ao mesmo tempo consistentes, e diferentes de outros fritos de abóbora tradicionais nesta época. E são aqueles de que mais gostamos. Aqui fica a receita, com o detalhe possível, e a ser preparada as vezes necessárias até ficar a nosso gosto. Afinal, é esse o encanto de cozinhar!

Votos de Boas Festas!!






Rugelach, "o" doce judaico




Rugelach é um doce de origem judaica, ao mesmo tempo macio e crocante, e um formato semelhante a um pequeno croissant, que pode ser preparado com uma grande diversidade de recheios.




Um doce irresistível, com um formato idêntico a um pequeno croissant, que teve origem nas comunidades judaicas da Polónia, tendo-se tornado muito popular em cafés e pastelarias espalhados por todo o mundo, especialmente onde existem comunidades judaicas.
Estes pequenos doces têm uma textura muito macia mas simultâneamente crocante, que resulta de uma massa preparada com queijo creme, por um lado, e um recheio feito com açúcar e nozes, por outro, e que ao cozer acaba por sair um pouco pelos bordos da massa e carameliza, resultando assim numa combinação deliciosa de texturas.

É também um doce muito versátil, pois permite usar uma enorme variedade de recheios ao gosto de cada um: chocolate e framboesa, compotas de diversos sabores, amêndoas, passas, nozes pecan. Experimente e delicie-se!




Receita adaptada de:


Rugelach é um doce de origem judaica, ao mesmo tempo macio e crocante, e um formato semelhante a um pequeno croissant, que pode ser preparado com uma grande diversidade de recheios.


Sweet, Yotam Ottolenghi e Helen Goh,Ebury Press,2017



Bolo de folha ou do tacho, o folar da Páscoa de Olhão e Estói



O bolo de folha ou bolo do tacho é um folar de Páscoa, típico de Olhão e Estói,  feito com várias camadas de massa intercaladas com açúcar, mel e canela.



“Folhas” de massa levedada, ligeiramente doce, intercaladas com uma mistura de manteiga, açúcar e canela. Este é um folar típico da zona de Olhão, no Algarve, que se prepara durante todo o ano, e também na zona de Estói, onde lhe adicionam o mel. Pela Páscoa, deve levar ovos crús, com casca, entre a 3ª e 4ª camadas. Diferente na preparação relativamente a todos os outros folares que se preparam nesta época, fica com este aspecto de um bolo de folhas, onde a textura mais seca da massa é contrabalançada com o caramelizado do recheio. E é também chamado bolo de tacho pois tradicionalmente é preparado num vulgar tacho de alumínio. De resto, o simbolismo e significado nestas celebrações é o mesmo: uma oferta de padrinhos e madrinhas aos seus afilhados, assente numa ritual de dádiva, solidariedade e convívio.
Não são poucas as variedades de folares que encontramos por todo o país, entre doces e salgados, e com formatos diversos. E é nesse aspecto de diversidade de receitas que se assemelha a um outro bolo que não dispensamos, não só na Páscoa mas durante todo o ano: o pão-de-ló (ver mais sobre o pão-de-ló aqui no blogue).


Feliz Páscoa!



Receita adaptada de:




Festas e comeres do Povo Português (II)
Mª de Lurdes Modesto, Afonso Praça e Nuno Calvet
Verbo,1999


Livros de cozinha em destaque: Pleesecakes, 60 Awesome No-Bake Cheesecake Recipes




Um livro de receitas de cheesecake irreverente, divertido, incrivelmente apelativo, pelo aspecto e pelos sabores.



"Pleesecakes - 60 Awesome No-Bake Cheesecake Recipes
por Joe Moruzzi e Brendon Parry




Sinopse 


Irreverente, divertido, incrivelmente apelativo, pelo aspecto e pelos sabores.
Neste livro dedicado a cheesecakes "no-bake", os autores, ambos ex-pintores-decoradores reinventaram os cheesecakes. Partindo da traditional estrutura - base, recheio e topping - surgem novas combinações de sabores, toppings  bem altos, e cheesecakes para todas as ocasiões: salgados, de festa, saudáveis, para cocktails, sem esquecer os sabores clássicos.
Um livro de sobremesas como nenhum outro! 



Detalhes:
 
    Editora: Quadrille
Data de publicação: 2018
Páginas: 159
    Língua: Inglês
Compre aqui: Amazon UK






Sopa de grão com arroz de origem Italiana


Uma sopa de grão com o sabor adocicado e característico do grão, em que o arroz a transforma numa sopa mais substancial.



O grão de bico é uma leguminosa de sabor único, forte e ligeiramente adocicado, utilizado na alimentação humana há mais de 5000 anos. Recentemente tem sido mais valorizado nas dietas pelo seu elevado valor nutricional, sendo uma boa fonte de proteínas, entre outros nutrientes. Não menos importantes, são as vantagens ambientais da sua produção face a outras, nomeadamente a produção de carne, uma preocupação crescente nos dias de hoje e para a qual podemos contribuir positivamente através da mudança dos nossos hábitos alimentares.

O grão é muito utilizado nas cozinhas do Médio Oriente (quem não gosta de um bom Hummus!) e do Mediterrâneo, resultando em pratos substanciais e cheios de sabor. Sopas, estufados, saladas, cremes ou simplesmente como acompanhamento (aqui em Portugal, não o dispensamos com uma boa posta de bacalhau!).


Para Marcella Hazan, no entanto, não existe forma mais saborosa de preparar o grão do que numa sopa. E as sopas italianas são substanciais, cozinhadas com os ingredientes inteiros, respeitando a sua sazonalidade.


Esta sopa é um bom exemplo disso. Com poucos ingredientes - grão de bico, tomate, alho, azeite, tomilho para aromatizar (a receita original utiliza alecrim mas preferi o sabor do tomilho) – obtém-se um prato delicioso, que é transformado num prato mais rico pela adição de arroz. Arroz italiano, claro, neste caso o Arborio, utilizado nos risottos, cuja cremosidade dá à sopa uma boa consistência. Mais um bom exemplo da riqueza da Cozinha Italiana!



Receita adaptada de:


The Essentials of Classic Italian Cooking
Marcella Hazan, Boxtree, 2011