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Bolo de maçã caramelizada e nozes

E voltamos aos doces, com mais uma combinação clássica de maçã e nozes. Apesar do aspecto um pouco "escangalhado", o sabor deste bolo é delicioso. Tem uma textura entre um bolo e um pudim, pode ser servido morno ou frio, e de certeza que vai muito bem com uma bola de gelado, um pouco de chantilly ou um crème anglaise.






Ingredientes   

6 maçãs ácidas
50 gr de manteiga
1 1/4 chávena de açúcar
2 chávenas de nozes grosseiramente picadas
1/2 chávena de farinha
2 c. chá de fermento em pó
3 ovos
1 chávena de natas
Sal


  Preparação 

Aquecer o forno a 200 ºC. Untar uma forma com manteiga.
Descascar as maçãs e cortar em 4.
Numa frigideira derreter a manteiga, juntar 1/4 de chávena do açúcar e as maçãs e deixar dourar bem. Espalhar as maçãs no fundo da forma.

  


Numa tigela deitar o restante açúcar, as nozes, a farinha, o fermento e uma pitada de sal, e misturar tudo.
Juntar os ovos e as natas e misturar bem.
Deitar esta massa na forma, sobre as maçãs, e levar ao forno cerca de 30 minutos, até que esteja bem crescido e dourado, e ao espetar um palito no centro do bolo este saia seco (não deve no entanto cozer demais, para que possa manter uma ligeira textura cremosa)
Sirva morno ou frio.



Sopa de cenoura com laranja e especiarias


Uma sopa que mistura os sabores adocicados da cenoura com a acidez da laranja e o perfume das especiarias, e vai bem numa noite bem fria ou numa noite mais quente, sempre reconfortante...





Ingredientes (para 4 pessoas):

25 gr de manteiga
1 cebola grande em cubinhos
4 cenouras médias em rodelas grossas
1 c. sopa de açúcar
1/2 c. chá de açafrão
3 chávenas de caldo de galinha
2 cravos-da-índia
1/2 c. chá de coentros em grão
1/2 c. chá de sementes de cominho
1/2 c. chá de sementes de erva doce
1 pau de canela
2 sementes de cardamomo
4 rodelas finas de gengibre
1 a 2 chávenas de sumo de laranja natural
sal

Preparação:

Numa panela média aquecer a manteiga e dourar ligeiramente a cebola. Juntar a cenoura, uma pitada de sal, o açúcar e o açafrão, misturar bem e esperar começar a dourar e a caramelizar.
Envolver numa trouxinha de gaze ou numa rede de chá o cravinho, o coentro, o cominho, a erva-doce, a canela, o cardamomo e o gengibre, fechar bem e colocar na panela juntamente com o caldo de galinha.
Quando ferver baixar o lume e deixar cozinhar com a panela destapada cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando, até que e cenoura esteja macia. Retirar a mistura de especiarias, bater a sopa no liquidificador, voltar a colocar na panela e levar novamente ao lume. Adicionar aos poucos o sumo de laranja e provar, até obter uma mistura a seu gosto. Se for neccessário, acertar a acidez com um pouco de açúcar. Deixar ferver por mais 1 minuto, acertar o sal e servir.

"Oeufs en meurette" - Ovos escalfados em molho de vinho tinto

A região da Borgonha é tradicionalmente conhecida por produzir o melhor pinot noir do mundo para os tintos e o melhor chardonnay para os vinhos brancos, e é repleta de paisagens de enorme beleza pelas suas vinhas, arquitectura, e belos lago e rios. Conta também com uma gastronomia priveligiada, com pratos típicos, de que um dos mais conhecidos são os ovos en meurette, ovos escalfados acompanhados de um molho de vinho tinto servidos sobre uma fatia de pão torrado.


O molho deve ser preparado na véspera pois leva cerca de 2 horas a apurar. A restante preparação é depois relativamente rápida, e o resultado final é um prato bem saboroso, em que o sabor a vinho tinto não é demasiado acentuado, e que pode ser servido como entrada, como é muito comum em França, ou como prato principal.


Adaptado de: Entre panelas e tigelas, Heloísa Bacellar, DBA, 2008


Ingredientes (para 6 pessoas):

1 cebola grande
1 cenoura grande
3 talos de aipo
1 talo grande de alho francês
100 gr de manteiga
2 dentes de alho inteiros sem casca
2,1 l de vinho tinto encorpado
1 caldo de carne
1 ramo de ervas (louro, salsa, manjericão, tomilho e folhas de aipo)
1/4 de chávena de farinha
250 gr de cebola pérola (usei congeladas)
600 gr de cogumelos frescos
300 gr de bacon em cubinhos
1/2 chávena de vinagre de vinho branco
12 ovos bem frescos
12 fatias de pão rústico
sal, pimenta do reino e açúcar

Preparação:

Começar a preparar o molho 3 horas antes ou de preferência de véspera. Cortar a cebola, a cenoura, o aipo e o alho francês em fatias finas. Aquecer 20 gr de manteiga numa panela, juntar os legumes e uma pitada de sal, esperar até amolecerem e acrescentar o alho, o vinho, o caldo de carne e o ramo de ervas. Quando ferver, baixar o lume e deixar reduzir cerca de 2 horas, até obter cerca de 1/3 do volume inicial. Passar por um passador de rede, espremer bem e voltar a colocar na panela.
Numa tijela fazer uma pasta com a farinha e 20 gr de manteiga derretida, juntar ao molho e levar ao lume até engrossar, ajustar o sal e a pimenta, e juntar um pouco de açúcar para ajustar a acidez.

Numa frigideira derreter 20 gr de manteiga, acrescentar sal e um pouco de açúcar, deitar as cebolinhas, cobrir com água e deixar cozinhar em lume brando, até que estejam macias e brilhantes. Juntá-las ao molho.
Na mesma frigideira aqueçer 20 gr de manteiga, juntar os cogumelos, uma pitada de sal e pimenta, e deixar ao lume até que estejam macios e ligeiramente dourados.
Dourar os pedaços de bacon na frigideira até que estejam bem crocantes, escorrer sobre papel absorvente e juntar ao molho.

Para preparar os ovos, aquecer cerca de 2 litros de água numa panela média, esperar ferver, juntar o vinagre e 1 colher de sopa de sal, e baixar o lume para não borbulhar. Um a um, partir os ovos para um pires, deixar escorregar para a água e, rapidamente, banhar com uma escumadeira para tentar envolver a gema com a clara. Esperar o ovo afundar e emergir de novo, contar 1 minuto, retirar com uma escumadeira e deixar secar sobre um pano.
Aquecer o forno a 200 ºC, barrar as fatias de pão com a manteiga restante, polvilhar com sal, espalhar numa assadeira e levar ao forno para dourar.

Colocar em cada prato 2 fatias de pão,  deitar um ovo em cima de cada uma, e regar com o molho. 


Sopa Italiana de feijão branco e espargos

Nada é tão reconfortante como um prato de sopa, seja quente ou fria. Alguns pesquisadores consideram a sopa como o prato mais antigo do mundo, anterior inclusive às carnes assadas, pois há indícios desse alimento antes mesmo da descoberta do fogo. 

Aqui fica por isso uma deliciosa sopa de feijão branco, aromatizada com alho francês e aipo, e com o toque dos espargos verdes!



Adaptado de: Entre panelas e tigelas, Heloísa Bacellar, DBA, 2008

Ingredientes:

2 molhos de espargos verdes
6 chávenas de água
2 talos de alho francês em rodelas finas
2 talos de aipo em tiras fininhas
1 dente de alho picado
1 lata (grande) de feijão branco
1/2 chávena de queijo parmesão ralado
azeite
sal e pimenta

Preparação:

Começe por preparar os espargos, retirando a parte fibrosa e cortando as pontas. Separe as pontas das restantes partes. Aqueça a água numa panela, deixe ferver, junte sal e as pontas dos espargos, e deixe ferver novamente, cerca de 5 minutos, até que estejam cozidas mas firmes. Reserve o líquido de cozedura, mergulhe as pontas dos espargos em água fria, escorra novamente e reserve.

Numa panela deite um fio de azeite e doure o alho francês e o aipo. Junte o alho, deixe aromatizar e acrescente as restantes partes dos espargos, o feijão com o líquido e a água de cozedura dos espargos. Deixe ferver cerca de 5 a 10 minutos.

Bata a sopa no liquidificador, leve novamente ao lume, junte as pontas dos espargos, e deixe ferver cerca de 1 minuto.

Adicione o parmesão ralado, acerte com sal e pimenta, regue com um fio de azeite e sirva.




Uma tarde de chuva, um chá...e um bolo de fubá

Uma tarde chuvosa e fria, em que apetece ficar em casa. Um chá bem quente e um bolo são o lanche ideal.
Este bolo é muito simples de fazer e fica leve e saboroso. Pode ser enriquecido com goiabada no interior, adicionada entre duas camadas de massa quando esta é colocada na forma.




Ingredientes:
  • 2 chávenas de fubá (usei farinha fubá de milho da Nacional)
  • 2 chávenas de leite
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1/2 chávena de óleo
  • 50 gr de manteiga
  • 1 c. chá de sal
  • 4 ovos
  • 1 c. sopa de fermento em pó
Preparação:
  1. Colocar o fubá, o leite, o óleo, o açúcar, a manteiga e o sal numa caçarola em lume médio, mexendo sempre até ferver e ficar consistente, o que dura cerca de 10 minutos.
  2. Retirar do lume e deixar arrefecer.
  3. Aquecer o forno a 200 C. Untar com manteiga e polvilhar com fubá uma forma ou um tabuleiro.
  4. Separar as gemas das claras e bater as claras em castelo bem firma.
  5. Quando a mistura de fubá estiver morna, adicionar as gemas e o fermento e misturar bem.
  6. Finalmente envolver as claras na mistura, suavemente, com a ajuda de uma espátula.
  7. Deitar a massa na forma e levar ao forno cerca de 40 minutos.
  8. Deixar arrefecer e só depois desenformar.

"Picadinhos e ensopadinhos de tudo quanto é canto" e uma receita: ensopadinho francês de carne e cerveja

"Picadinhos sempre caem bem, e todo o mundo gosta, é comida de boteco arrumadinho ou de restaurante caseiro, de trattoria, de bistro, de restaurante chique que coloca no cardápio um prato mais descontraído, ou de casa mesmo. Aprendemos a gostar deles com os Portugueses, que aprenderam com os romanos, que adoravam os tais minutais. Na maior parte das vezes, é uma carne bem picadinha, como o próprio nome diz, cozida num molho bem saboroso e encorpado. Normalmente já tem tanta coisa gostosa na panela que o acompanhamento de um picadinho costuma ser arroz branco, puré, batata frita em palitos bem fininhos - em rodelas ou palha - mandioca frita, angu ou polenta, massa só passada na manteiga ou regada com azeite ou óleo de gergelim, ou apenas um pedaço de pão. E aí, para completar a refeição, é só preparar uma saladinha de folhas para refrescar o paladar, uma sobremesa e um café."

 "Entre panelas e tigelas", Heloísa Bacellar


Entre nós conhecidos como guisados, os picadinhos e ensopadinhos são pratos de cozimento rápido, pelo que as carnes utilizadas devem ser macias - lombo, alcatra ou pojadouro - lombo de porco ou cabrito, peito de frango ou pato, filete de peixe, camarões ou lulas miúdas. Se utilizar uma carne mais dura,  a cozedura deve ser feita em lume brando e durante mais tempo.
Seja qual for o tipo de carne, o importante é que os cubinhos, tirinhas ou pedacinhos de tudo o que compõe o prato sejam do tamanho de uma dentada e sempre livres de nervos, gorduras, ossos, espinhas e cascas. Quando se pensa num picadinho, imagina-se logo um molho bem saboroso e aveludado que envolve o arroz de forma deliciosa. Para o conseguir, deve-se começar por polvilhar a carne com farinha no início da preparação, dourá-la na gordura escolhida e deixar que o líquido de cozedura vá engrossando aos poucos. Se no final o molho ainda estiver um pouco líquido, pode então juntar-se uma mistura de farinha e manteiga - que em francês se chama beurre manié - e mexer até ferver e engrossar. 
Para obter um bom molho, é importante ter atenção aos legumes que dão aroma. Cebola e alho são indispensáveis, mas também se pode usar alho francês, aipo, tomate, cenoura e pimento. As ervas, especiarias e alguns molhos e condimentos, como ketchup, mostarda, molho inglês, shoyu, nam pla e molho de ostra também podem deixar o picadinho mais interessante.
Dourar bem a carne e os aromatizantes na gordura é uma etapa muito importante para o sucesso do picadinho. Outro passo que deixa tudo mais apetitoso é a deglaçagem da panela com um líquido, que pode ser uma bebida alcoólica (vinho branco ou tinto, conhaque, uísque, saqué ou cachaça), ou ainda sumo, caldo de carne ou mesmo um pouco de água. Quando se doura a carne e os legumes na gordura os açúcares naturais caramelizam e agarram-se ao fundo da panela, sendo por isso necessário regar com um líquido e raspar o fundo para trazer todo o sabor para o picadinho.

As receitas escolhidas para os picadinhos e ensopadinhos pela autora do livro são dos 4 cantos do mundo: começa com um picadinho brasileiro, depois um picadinho mineiro com angu de queijo, carne-seca ensopadinha com banana-da-terra e camarão ensopadinho com chuchu. De fora do Brasil vem o strogonoff, ensopadinho do lombo com molho barbecue e torta grega com picadinho de carne. As três receitas mais aromáticas vêm de seguida: mussamam de carne e batata, colombo caribenho de cabrito e picadinho indiano de frango, tomate e canela com pão dourado.
Para as noites mais frias, a acompanhar com uma fatia de pão ou uma polenta cremosa, vem o ensopadinho de vitela, tomate e alcachofra e o ragú de cogumelos e vinho tinto com polenta ao parmesão.
Segue-se de França a cocotte de boeuf aux olives e o ensopadinho francês de carne e cerveja (ver receita abaixo), e também da Bélgica a carbonnade à la flamande.
Mais para o Oriente, temos duas receitas: picadinho chinês das formiguinhas e o picadinho thai de lula.
Finaliza o capítulo com o pão com picadinho, que consiste num pão escavado e recheado com um picadinho de molho de tomate, ovos fritos ou cozidos e queijo, mas que pode ser feito com qualquer outro recheio.


 Ensopadinho francês de carne e cerveja
                                                                                            

 


Ingredientes:
  • 75 gr de manteiga
  • 1 kg de carne de novilho (lombo, alcatra ou pojadouro)
  • 2 c. sopa de farinha de trigo
  • 4 cebolas grandes em fatias finas
  • 2 c. sopa de açúcar
  • 2 c. sopa de mostarda de Dijon
  • 1 l de cerveja
  • 1 molho de ervas (1 folha de louro, ramos de aipo, ramos de salsa e tomilho) bem atado
  • 2 chávenas de caldo de carne
  • 2 fatias de pão branco em migalhas
  • 1/3 chávena de salsa picada
  • sal e pimenta 
Preparação:
  1. Polvilhe a carne com a farinha e reserve.
  2. Numa panela deite 1/3 da manteiga, junte metade da carne e mantenha em lume forte até dourar. Retire a carne para um prato e repita para a restante carne.
  3. Coloque então o restante 1/3 da manteiga na panela, acrescente a cebola, o açúcar e o sal e deixe dourar.
  4. Coloque de novo a carne na panela, junte a mostarda e a cerveja e deixe ferver por 5 minutos, mexendo com uma colher de pau para soltar tudo o que estiver agarrado ao fundo. Acrescente o ramo de ervas, bem atado, e o caldo de carne, baixe o lume quando começar a ferver, retire alguma espuma que se forme à superfície com uma escumadeira, tape parcialmente a panela e deixe cozinhar cerca de 1h ou até que a carne esteja macia.
  5. Junte o pão, deixe ferver mais 5 minutos até o molho engrossar, acerte de sal e pimenta, e se for necessário, acerte a acidez com um pouco de açúcar. 
  6. Sirva com arroz branco, puré de batata ou batata frita.




Bolinho de chuva...açúcar e canela?


"Em sua versão original, no final do século XVIII, a receita do Bolinho era feita com mandioca ou cará. O trigo era pouco, caro, vinha de Portugal, e raras eram as receitas com a "Farinha do Reino". Em compensação, o bolinho era feito com muitos ovos, açúcar, leite, frito em gordura de porco. Tinha muitos nomes carinhosos como Quero Mais, Quero Quero, Desmamados. Nunca teve a pretensão de ser doce de Sinhá, nem ter a delicadeza dos complicados pontos de caldas, das massas moldadas durante horas por mãos finas e delicadas. Sua vocação sempre foi o sabor e o encanto dos olhos das crianças, que ansiavam pela hora em que eles saíam dos tachos dos fogões de lenha, quando eram generosamente polvilhados com açúcar e canela perfumada. Descontraídos, afetivos, leves, por muito tempo foram à comida do entrudo, do carnaval de então. Eram chamados de Filós de Carnaval, assim, com sotaque português. Levavam o sabor de mãos escravas e, talvez por isso, alguma sinhazinha ciumenta tenha lhes apelidado de Bolinhos de Negra. Muitas escravas saíram do anonimato para ligar seus nomes a essa receita, homenagem que atravessou os séculos: ainda se encontram cadernos de receitas onde ele é chamado de Bolinhos da Negra Ambrósia ou da Negra Marcionila. A mais famosa entre as autoras do Bolinho foi sem dúvida criada por Monteiro Lobato. Não há episódio entre as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo que não termine com Narizinho, Emília e Pedrinho comendo os Bolinhos de Tia Nastácia. Lembra infância. Porque bolinho de chuva? Alguém, em alguma tarde de chuva do século XX, disse, que os bolinhos traziam a alegria às horas em que não se podia correr ou brincar nos quintais por causa do tempo chuvoso."







Ingredientes:
  • 3 chávenas de farinha
  • 1/2 chávena de açúcar
  • 1 c. sopa de fermento em pó
  • raspas de 1 limão
  • 1 1/3 chávena de leite
  • 3 ovos
  • óleo para fritar
  • açúcar e canela em pó
Preparação:
  1. Numa tigela grande, misturar a farinha, o açúcar, o fermento e as raspas de limão. Juntar o leite, os ovos e misturar apenas até obter uma massa lisa e homogénea (se mexer demais os bolinhos ficam pesados; se quiser uma massa ainda mais leve pode juntar as claras batidas em castelo).
  2. Numa frigideira aquecer o óleo e quando começar a borbulhar, baixar o lume para evitar que os bolinhos fiquem muito escuros por fora e crus por dentro, mas não deixar arrefecer muito para que não fiquem ensopados.
  3. Com a ajuda de uma colher de sobremesa, deitar colheradas de massa no óleo. Virar com uma escumadeira e deixar fritar até que estejam crescidos, macios por dentro e dourados por fora.
  4. Retirar da frigideira, escorrer sobre papel absorvente, passar para um prato e polvilhar com açúcar e canela, a gosto, enquanto ainda estiverem mornos.

Sugestões: pode ser dado outro sabor a esta mesma massa, usando raspas de laranja, essência de baunilha, sementes de erva-doce, canela ou noz-moscada, leite de coco e coco ralado. Se se substituir o açúcar por um pouco de sal e 1/2 chávena de queijo ralado ou um pouco de curry, obtêm-se uns bolinhos salgados deliciosos e muitos fáceis de preparar!




Os livros de Heloísa Bacellar


" Quando se começa a cozinhar e a entender como se faz, o medo de dar errado passa a não incomodar tanto (ele sempre fica rondando, mas, com a prática a gente aprende a espantar esse bicho-papão); o instinto começa a guiar os passos na cozinha e, de repente, percebe-se que dá para fazer muito com poucos ingredientes e sem tomar tempo demais. O que importa é cozinhar com calma, paz e muito carinho, pois tudo isso vai para o prato e quem come percebe."
Heloísa Bacellar 


Os livros de Heloisa Bacellar são...uma delícia! Pelas histórias, pelas dicas, pelas receitas, pelas fotos, pelas cores, e pelos cheiros e sabores que tão bem transmitem. Lêem-se quase como um romance, onde de cada vez que se abrem se descobrem coisas novas e surpreendentes.

Por isso são os primeiros na minha lista de favoritos! E muitas receitas que aqui vão encontrar serão inspiradas nestes livros. Cada capítulo de "Cozinhando para amigos" e "Entre panelas e tijelas" é dedicado a um tema, um ingrediente, um país ou uma época do ano, oferecendo histórias, dicas, receitas, menús e tantas outras coisas bem interessantes.







O livro "Bacalhau - receitas e histórias", bem mais pequeno, começa com histórias sobre o bacalhau - origem, tradições, processos de conservação, propriedades e formas de preparação. Seguem-se 22 receitas, de diferentes origens: algumas mais clássicas, outras mais contemporâneas, mas todas elas apetecíveis.

São livros a não perder!

Creme de ervilhas


A clássica combinação das ervilhas com o bacon, que pode ser substituido por presunto...







Adaptado de: "Entre panelas e tigelas", Heloísa Bacellar, 2008


Ingredientes:



  • 50 gr de manteiga
  • 1 cebola grande em cubinhos
  • 2 talos de alho-francês em rodelas finas
  • 2 chávenas de ervilhas
  • 1 folha de louro
  • 6 chávenas de água
  • 200 gr de bacon em cubinhos
  • sal
Preparação:
  1. Numa panela média, aquecer a manteiga, juntar a cebola, o alho francês e uma pitada de sal.
  2. Deixar amolecer, acrescentar as ervilhas, o louro e a água.
  3. Quando começar a ferver, retirar a espuma à superfície com uma escumadeira, baixar o lume e cozinhar cerca de 40 minutos, até que as ervilhas estejam bem macias.
  4. Enquanto as ervilhas cozem, colocar os cubos de bacon numa frigideira e manter ao lume até que estejam bem dourados e crocantes. Retirar com uma escumadeira, escorrer sobre papel absorvente e reservar.
  5. Bater a sopa com o liquidificador, voltar a colocar na panela e levar novamente ao lume. Deixar ferver por mais 1 minuto, acertar o sal, e servir com os cubinhos de bacon.

Creme normando de alho francês e maçã

Esta é uma receita bem diferente, ideal para nos aquecer em dias mais frios. Preparada com alho francês e maçã, a adição do queijo Camembert é o toque que a diferencia de uma simples sopa e a torna mais forte em sabor. 




Adaptado de: "Entre panelas e tigelas", Heloísa Bacellar, 2008



Ingredientes:


Para o creme:

  • 3 maçãs ácidas, de tamanho médio
  • 4 talos de alho francês (só a parte branca)
  • 1 vagem de baunilha
  • 25 gr de manteiga
  • 3 chávenas de caldo de galinha
  • 1 chávena de natas frescas
  • 1 queijo Camembert cortado em cubos pequenos
  • sal e noz moscada
Para a finalização:
  • 1 maçã ácida
  • 50 gr de manteiga derretida
  • 1 c. sopa de açúcar amarelo
  • 4 fatias de pão integral em cubos pequenos
  • 1/4 de c. chá de canela em pó
  • 1 c. sopa de salsa picada
  • sal e pimenta-do-reino

Preparação:



  1. Começar por preparar o creme: descascar e cortar o alho francês e as macãs em fatias finas. Dividir a vagem de baunilha ao meio no sentido do comprimento, raspar as sementes e reservá-las para a finalização.
  2. Numa panela grande, aquecer a manteiga.Juntar o alho francês, as maçãs, sal e noz moscada e esperar murchar em lume brando. Acrescentar o caldo e a vagem de baunilha e cozinhar cerca de 10 minutos, até amaciar. Triturar com a varinha mágica até obter uma consistência cremosa, e caso fique muito espessa deite um pouco mais de caldo de galinha. Juntar as natas e levar ao lume cerca de 2 minutos. Adicionar o queijo, ajustar o sal, retirar a vagem de baunilha e reservar.
  3. Para a finalização, cortar a maçã em cubinhos de cerca de 1 cm e dourar numa frigideira  com metade da manteiga. Juntar as raspas da vagem de baunilha e retirar do lume.
  4. Aquecer o forno a 180 ºC e espalhar os cubos de pão num assadeira. Juntar a restante manteiga, o açúcar, a canela, o sal e a pimenta, misturar bem e levar ao forno para dourar cerca de 5 minutos. Deixar arrefecer na assadeira, misturando de vez em quando para não colar.
  5. Na altura de servir, colocar em cada prato uma parte de sopa bem quente, um pouco de salsa picada e os cubos de maçã e pão. 




É muito importante a escolha da maçã a utilizar pois determina o equilíbrio entre o sabor mais adocicado do alho francês e a acidez da fruta. Poderá utilizar maçã starking ou reineta. Neste último caso a quantidade a utilizar deve ser inferior.