Mostrar mensagens com a etiqueta Pão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pão. Mostrar todas as mensagens

Bialys para celebrar o Dia Mundial do Pão | Bialys to celebrate the World Bread Day


Como o factor comum que uniu culturas de todo o mundo desde sempre, o pão merece ser celebrado. E hoje é o dia para celebrar o Dia Mundial do Pão. Para isso seleccionámos uma receita de um dos nossos livros preferidos sobre pão, “The Bread Bible”, de Rose Levy Beranbaum – os Bialys.

O nome Bialy vem de Bialystocker Kuchen, que significa "pão de Bialystok", uma localidade na Polónia. Aparentemente, os Bialys raramente são vistos ou preparados em Bialystock nos dias de hoje. Noutros tempos, os judeus mais ricos comiam-nos a acompanhar as suas refeições, enquanto os Bialys eram a refeição completa para os judeus mais pobres.

No início dos anos 1900, muitos europeus orientais, incluindo os polacos, imigraram para os EUA e estabeleceram-se em Nova York. Naturalmente, também trouxeram com eles a tradição de preparação deste pão, e foi assim que os Bialys de Nova York se tornaram famosos.

Um Bialy é um pequeno pão redondo, com uma depressão no meio, não  um buraco, e normalmente é recheado com cebolas cozinhadas e por vezes sementes de papoila. Um bialy é achatado, com uma côdea elástica e macia e uma crosta fina e crocante. São melhores quando comidos não mais de 5 a 6 horas depois de cozidos.




Adaptado de / Adapted from: 






The Bread Bible
Rose Levy Beranbaum
W.W. Norton & Company, 2003



Pão de milho | Corn Bread


O pão de milho, ou broa como é designado a Norte de Portugal o pão preparado com farinha de milho, deve a sua estrutura menos elástica ao facto de não conter glúten. Para que a massa seja mais fácil de trabalhar é normalmente preparado adicionando uma parte de farinha de trigo ou centeio (ou ambos). Para ajudar a formar uma massa coesa é adicionada à farinha de milho água muito quente, o que faz cozer o amido de milho, formando-se uma gelatina que confere à massa uma consistência mais pegajosa.

O pão de milho é assim um pão mais compacto, por vezes quase granuloso e que se desfaz facilmente. Tem uma crosta bem crocante que se obtém pela cozedura no forno na presença de alguma humidade. 

Acompanha bem enchidos ou queijos, e é ideal para acompanhar sopas, em particular caldo verde, uma das mais famosas sopas da nossa gastronomia.

A receita, adaptada do livro de David Leite, "The New Portuguese Table", tem origem em Olga Cavaleiro, proprietária da Pastelaria "O Afonso" em Tentúgal. De acordo com a Olga, é possível obter um pão ainda mais denso e esfarelado aumentando a quantidade de farinha de milho.





Adaptado de / Adapted from: 



  







The New Portuguese Table

David Leite
Clarkson Potter, 2009



Hot Cross Buns de Chá Earl Grey e Tangerina | Earl Grey Tea and Mandarin Hot Cross Buns


Não resisto a preparar massas levedadas. Por isso o desafio do Sweet World da Lia e da Susana foi só o pretexto para preparar esta receita do Paul Hollywood, um pouco diferente dos tradicionais Hot Cross Buns, pois não leva gordura. Têm um ligeiro sabor a Earl Grey e tangerina, são macios e muito leves, e vão bem com manteiga, ainda quentes, ou com uma boa compota. Da história destes pequenos bolos ligada a tradições da Páscoa já se falou aqui, mas podemos sempre apreciar estes deliciosos bolos em qualquer altura! Bom apetite!




Adaptado de | Adapted from:




 










100 Great Breads
Paul Hollywood
Metro Books, NY, 2004


Um pão para a hora do chá | Apple and honey tea bread


Uma festa de chá vintage é uma forma de comemorar eventos importantes da nossa vida simultaneamente divertida e com estilo baseado nas tradições inglesas da época vintage.

Angel Adoree recria esse ambiente nas festas que organiza na sua empresa, a “The Vintage Patisserie”, e transportou toda a atmosfera das festas para o seu livro “The Vintage Tea Party Book” lançado em 2011. Desde os convites ao menu, à porcelana da época, passando pelo estilo pessoal nas roupas, penteados e maquilhagem usados nada fica esquecido nesta passagem por uma época que tantos atrai pelo seu glamour. As receitas, apropriadas a vários períodos do dia, incluem doces e salgados simples de executar mas cheios de sabor. Mais do que um livro de receitas, é um convite a uma viagem no tempo.
Esta receita de bolo de maçã e nozes é leve e saudável, pois é adoçada apenas com mel, e rica em sabor dado pelas especiarias.  Em vez da maçã podem usar-se outros frutos como as ameixas ou os pêssegos. Com uma boa chávena de chá, também sabe muito bem uma fatia deste bolo torrada!



Adaptado de |  Adapted from:



The Vintage Tea Party Book 
Angel Adoree
Antique Collectors' Club, 2012



Piadina, o snack italiano | Piadina, the italian snack



Piadina é um pão muito fino e liso, elástico mas suave, não quebradiço, tradicional da região de Emilia-Romagna, em Itália. Até recentemente era o pão de todos os dias para os agricultores daquela região, e as mulheres cozinhavam-na numa laje de terracota bastante frágil chamada testo. Hoje em dia esta laje é substituída por uma frigideira de ferro fundido. Deve ser aquecida gradualmente até ficar muito quente, o suficiente para cozinhar a piadina rapidamente, mas não tão quente que a queime.

É um snack muito popular em toda a Itália e é vendida em quiosques especializados chamados piadinerie, recheada com carnes curadas, queijo e vegetais. São mais saborosas quando são recheadas ainda quentes, após sair da frigideira e consumidas imediatamente. Esta receita de Genaro Contaldo usa banha de porco, que lhe confere um sabor particular, mas se preferir, pode usar manteiga.

E com esta receita participo no desafio do grupo do Facebook Quinze dias com ... Genaro Contaldo!







Adaptado de / Adapted from:




 

 Two Greedy Italians
 Antonio Carluccio e Gennaro Contaldo
 Quadrille Publishing, 2012






{scroll down for english version}

Ingredientes (para 8)

400 g de farinha
Uma pitada de sal
10 g de fermento seco
40 g de banha cortada em pedaços pequenos
225 ml de água

Recheio:
16 fatias de presunto de Parma
250 g de queijo de mozzarella
Folhas de rúcula

Porco assado lentamente, para um almoço perfeito | A perfect lunch with slow cooked pork




Nos livros de Gordon Ramsay encontramos óptimas receitas de pratos de carne como esta: com um bom pedaço de cachaço de porco, bem temperado e assado lentamente, vai obter a mais doce e tenra carne de porco que alguma vez provou. Servida com uma maionese de mostarda e paprika, umas batatas esmagadas com cebolinho, cornichons e queijo, e acompanhada de uns pãezinhos de leite macios, esta é uma refeição realmente saborosa!

Esta é a minha participação no desafio do grupo do Facebook Quinze dias com ... Gordon Ramsay!





Adaptado de / Adapted from:






Ultimate Home Cooking
Gordon Ramsay 
Hodder & Stoughton, 2013
 






{scroll down for english version}

Ingredientes (para 8-10)

Para o porco:
3 colheres de sopa de paprika
2 colheres de sopa de açúcar demerara
4 dentes de alho, descascados e esmagados
4 raminhos de tomilho, finamente picados, e os caules reservados
Azeite
2-3 kg cachaço de porco, com osso, sem pele
4 cebolas descascadas e cortadas em quartos
Sal e pimenta preta moída
Pãezinhos de leite, para servir (receita aqui) 

Molho de maionese com paprika:
300 g de maionese
2 colheres de sopa de paprika
1 colher de chá de mel
1 colher de sopa de mostarda antiga

Batatas esmagadas:
1,250 kg de batatas de pele vermelha, com casca
30 g de manteiga
4 talos de cebolinho
100 g de cornichons
175 g de queijo Gruyère ralado
Sal e pimenta preta moída


Pão brioche com amêndoas para o pequeno almoço | Breakfast brioche buns with almonds




Acordar com brioches acabados de fazer é uma das melhores maneiras de começar o dia. Esta massa tem que ser preparada no dia anterior, de modo a crescer lentamente. De manhã, só tem que preparar o creme pasteleiro, deixar a massa crescer um pouco mais e cozer até que o delicioso cheiro de pão se espalhe pela casa!





Adaptado de / Adapted from:






 Patisserie made simple
 Edd Kimber 
 Kyle Books, 2014





 
{scroll down for english version}

Ingredientes (para 8)

Para a massa brioche:
180 g de farinha T55
180 g de farinha T65
20 g de açúcar
1 colher de chá de sal fino
85 ml de leite gordo, morno
7 g de levedura seca
3 ovos grandes, mais 1 para pincelar
150 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente, em cubos, mais alguma extra para untar

Para o creme pasteleiro e acabamento:
250 ml de leite gordo
1 ovo grande
2 gemas de ovo
100 g de açúcar
25 g de farinha de milho
1/4 colher de chá de essência de amêndoa
Amêndoas laminadas
Açúcar em pó para polvilhar


Preparação

1. Prepare a massa brioche: coloque as farinhas, o açúcar e o sal na tigela da batedeira equipado com o acessório de gancho para amassar e misture bem. Coloque o leite e o fermento numa pequena tigela e misture bem até que o fermento se dissolva. Verta esta mistura na mistura de farinha, seguida por três dos ovos. Ligue a batedeira em velocidade média-baixa e misture até formar uma massa homogénea. Amasse, por mais 10 minutos ou até a massa ficar lisa e elástica.

2. Com a batedeira ainda ligada, adicione a manteiga, um pouco de cada vez, misturando até que esteja totalmente combinada. Logo que toda a manteiga tenha sido incorporada, amassar a uma velocidade média-baixa durante 10-15 minutos, até que a massa não adira às paredes da tijela. Coloque a massa numa tigela grande, e cubra com película levemente untada. Coloque a tigela no frigorífico e deixe crescer lentamente por 8-10 horas.

3. Na manhã seguinte, unte levemente 8 formas de tarte individuais de 10 centímetros. Retire a massa do frigorífico e pressione suavemente. Divida a massa em 8 bocados iguais e forme círculos. Pressione os círculos de modo a obter rodelas de cerca de 11-12 cm de diâmetro. Coloque as rodelas de massa nas formas preparadas. Pressione no centro de modo a que a massa suba acima do nível da forma nas laterais. Cria assim uma depressão no meio, que mais tarde será preenchida com o creme pasteleiro. Cubra com película levemente untada com óleo e deixe num lugar quente para levedar por cerca de 2 horas até quase duplicar de volume.

4. Entretanto, prepare o creme pasteleiro: coloque o leite numa panela média. Leve a lume médio-alto e deixe ferver. Enquanto isso, coloque o ovo e as gemas numa tigela resistente ao calor e adicione o açúcar e a farinha de milho, e misture até ficar homogéneo. Deite o leite quente, mexendo constantemente para homogeneizar. Deite essa mistura na panela, coloque de novo em lume médio, mexa sempre até engrossar, e cozinhe por alguns minutos extras para remover o sabor da farinha de milho. Deite essa mistura numa tigela limpa e adicione a essência de amêndoa, misturando bem. Coloque uma película sobre a superfície do creme, e guarde no frigorífico até ser necessário.

5. Pré-aqueça o forno a 180 ºC (160 ºC em forno ventilado). Para testar a massa, pressione-a com um dedo levemente enfarinhado. Se a massa volta ao sítio lentamente, está pronta para cozer; se volta ao sítio rapidamente, precisa de um pouco mais de tempo para crescer.

6. Bata levemente o ovo restante com 1 colher de chá de água e pincele os bordos da massa. Encha a depressão na massa com uma camada de creme pasteleiro. Coza por 20-25 minutos até que fiquem dourados. Retire do forno e deixe arrefecer nas formas por 10 minutos, e em seguida, retire-os com cuidado para uma grade para arrefecerem completamente. Termine com as amêndoas e o açúcar em pó.










Waking up to freshly made brioche has to be the best way to start the day. This dough has to be prepared the day before, in order to rise slowly. In the morning, you just have to prepare the crème pâtissière, let the dough rise a little more and bake it until the smell of bread spreads though the house!



Ingredients (makes 8)

For the brioche dough:
180 g flour
180 g strong bread flour (T65)
20 g sugar
1 tsp fine salt
85 ml whole milk, lukewarm
7 g dried yeast
3 large eggs, plus 1 for eggwash
150 g unsalted butter at room temperature, diced, plus extra for greasing

For the crème pâtissière and finish:
250 ml whole milk
1 large egg
2 egg yolks
100 g sugar
25 g corn flour
1/4 tsp almond essence
Sliced almonds
Confectioner’s sugar for dusting

Preparation

1. Prepare the brioche dough: put the flours, sugar and salt in the bowl of an electric mixer fitted with the dough hook attachment and mix together to combine. Put the milk and yeast in a jug and mix together until the yeast has dissolved. Pour this mixture into the mixer followed by three of the eggs. Turn the mixer on to medium-low speed and mix together until rough dough is formed. Knead, using the mixer, for a further 10 minutes or until the dough is smooth and elastic.

2. With the mixture still on, add the butter, a couple of pieces at a time, mixing until fully combined. Once all the butter has been incorporated, knead the dough at medium-low speed for 10-15 minutes until the dough no longer sticks to the side of the bowl. Put the dough in a large, lightly greased bowl and cover with clingfilm. Transfer the bowl to the fridge and leave to rise slowly for 8-10 hours.
 

3. Next morning, lightly grease 8 individual 10 cm tart tins. Remove the dough from the fridge and press gently to knock it back. Divide the dough into 8 equal pieces and form into rounds. Roll or press the rounds so that they are about 11-12 cm in diameter. Put the rounds of dough into prepared tins. Allow the excess to go up the sides of the tins, as if lining with pastry. This creates a depression in the middle, which will later be filled with crème pâtissière. Cover the rolls with a sheet of lightly oiled clingfilm and leave in a warm place to prove for about 2 hours until almost doubled in size.

4. Meanwhile, prepare the crème pâtissière: put the milk in medium saucepan. Put over a medium-high heat and bring to the boil. Meanwhile, put the egg and yolks in a heatproof bowl and add the sugar and cornflour, then whisk until smooth. Pour the boiling milk over, whisking constantly to combine. Pour this mixture into the pan, return to a medium heat, and whisk constantly until thickened, cooking for a few minutes extra to remove the taste of the cornflour. Pour this mixture into a clean bowl and add any the almond essence. Press a piece of clingfilm onto the surface of the custard, then put it in the fridge until needed.

5. Preheat the oven to 180 ºC (160 ºC fan oven). To test the dough has proved fully, press it with a lightly floured finger. If the dough springs back slowly, it is ready for baking; if it springs back quickly, it needs a little more time to prove.

6. Lightly whisk the remaining egg with 1 teaspoon of water and brush the ridge of the dough. Fill the depression in the dough with a layer of crème pâtissière. Bake for 20-25 minutes until the bread is golden brown in color. Remove from the oven and leave to cool in the tins for 10 minutes, and then carefully turn onto a wire rack to cool completely. Finish with the sliced almonds and confectioner’s sugar.