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Rugelach, "o" doce judaico




Rugelach é um doce de origem judaica, ao mesmo tempo macio e crocante, e um formato semelhante a um pequeno croissant, que pode ser preparado com uma grande diversidade de recheios.




Um doce irresistível, com um formato idêntico a um pequeno croissant, que teve origem nas comunidades judaicas da Polónia, tendo-se tornado muito popular em cafés e pastelarias espalhados por todo o mundo, especialmente onde existem comunidades judaicas.
Estes pequenos doces têm uma textura muito macia mas simultâneamente crocante, que resulta de uma massa preparada com queijo creme, por um lado, e um recheio feito com açúcar e nozes, por outro, e que ao cozer acaba por sair um pouco pelos bordos da massa e carameliza, resultando assim numa combinação deliciosa de texturas.

É também um doce muito versátil, pois permite usar uma enorme variedade de recheios ao gosto de cada um: chocolate e framboesa, compotas de diversos sabores, amêndoas, passas, nozes pecan. Experimente e delicie-se!




Receita adaptada de:


Rugelach é um doce de origem judaica, ao mesmo tempo macio e crocante, e um formato semelhante a um pequeno croissant, que pode ser preparado com uma grande diversidade de recheios.


Sweet, Yotam Ottolenghi e Helen Goh,Ebury Press,2017



Bolo de folha ou do tacho, o folar da Páscoa de Olhão e Estói



O bolo de folha ou bolo do tacho é um folar de Páscoa, típico de Olhão e Estói,  feito com várias camadas de massa intercaladas com açúcar, mel e canela.



“Folhas” de massa levedada, ligeiramente doce, intercaladas com uma mistura de manteiga, açúcar e canela. Este é um folar típico da zona de Olhão, no Algarve, que se prepara durante todo o ano, e também na zona de Estói, onde lhe adicionam o mel. Pela Páscoa, deve levar ovos crús, com casca, entre a 3ª e 4ª camadas. Diferente na preparação relativamente a todos os outros folares que se preparam nesta época, fica com este aspecto de um bolo de folhas, onde a textura mais seca da massa é contrabalançada com o caramelizado do recheio. E é também chamado bolo de tacho pois tradicionalmente é preparado num vulgar tacho de alumínio. De resto, o simbolismo e significado nestas celebrações é o mesmo: uma oferta de padrinhos e madrinhas aos seus afilhados, assente numa ritual de dádiva, solidariedade e convívio.
Não são poucas as variedades de folares que encontramos por todo o país, entre doces e salgados, e com formatos diversos. E é nesse aspecto de diversidade de receitas que se assemelha a um outro bolo que não dispensamos, não só na Páscoa mas durante todo o ano: o pão-de-ló (ver mais sobre o pão-de-ló aqui no blogue).


Feliz Páscoa!



Receita adaptada de:




Festas e comeres do Povo Português (II)
Mª de Lurdes Modesto, Afonso Praça e Nuno Calvet
Verbo,1999


Mousse de chocolate ... no forno | Baked chocolate mousse


Preparar uma mousse de chocolate e levar ao forno, até cozer nos bordos e deixando o meio ainda húmido. Este é provavelmente um dos melhores bolos de chocolate que já comi. E sendo uma receita tão simples, a qualidade do chocolate utilizado é determinante para o seu sabor, por isso utilize uma boa marca de chocolate em barra. É delicioso acompanhado de uma bola de gelado, a seu gosto. Eu gosto particularmente do tradicional sabor a baunilha mas um sorvete de morango ou limão também combina muito bem.




Adaptado de / Adapted from:  



{sorry, no english version today}


Grau de dificuldade: fácil
Tempo de preparação total: 45 m


Ingredientes (para 8-10)


·       175 g de chocolate 60% cacau (no mínimo)
·       140 g manteiga sem sal, à temperatura        ambiente
·       7 ovos
·       210 g de açúcar
·       35 g de cacau em pó


Preparação


Pré-aqueça o forno a 210 ºC. Unte uma forma  de 20 cm e polvilhe com farinha.

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Derreta o chocolate em banho-maria. Quando estiver quase todo derretido, retire do banho-maria e adicione a manteiga. Misture delicadamente até a manteiga estar totalmente incorporada no chocolate. Reserve.

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Separe gemas das claras. Bata as gemas com 150 gramas do açúcar até formar um creme  claro. Adicione o chocolate ao creme de gemas, adicione o cacau em pó e misture delicadamente. Reserve.

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Bata as claras em castelo. Quando as claras começarem a crescer, junte o restante açúcar (60 gramas) e bata até formar um suspiro liso e brilhante. Junte as claras por 3 vezes ao creme de chocolate e gemas, levantando sempre a massa com uma espátula para que não perca volume.

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Coloque a massa na forma até 1 cm da borda  e leve ao forno por 20 a 25 minutos. O meio do bolo permanece húmido e um pouco crú. Pode ser servido quente ou à temperatura ambiente. Sirva na própria forma.













Victória Sponge Cake com Fruta | Fruit Victoria Sponge Cake


O método é muito simples: a manteiga, o açúcar e a farinha são utilizados em peso igual ao dos ovos. E embora existam várias versões quanto à ordem de adição, nesta receita mais tradicional de Paul Hollywood começamos por bater bem a manteiga com o açúcar, juntamos os ovos um a um, e de seguida adicionamos a farinha, envolvendo suavemente. O bolo obtido, com uma textura leve, delicado e com muito sabor, é resultado da incorporação de ar na mistura de manteiga e açúcar, e também pela utilização de fermento. Nos Estados Unidos é conhecido por pound cake, e deve a sua origem ao butter cake inglês, o bolo “mãe” de que derivam todos os butter cakes.

Já os sponge cakes são bolos sem gordura, ou eventualmente com um pouco de óleo, como o chiffon, que devem a sua textura ao ar incorporado pela mistura de ovos e açúcar ou claras em castelo.
Não é por isso clara a razão porque se chama a esta receita sponge cake. Designações à parte, sabemos no entanto que o bolo deve o seu nome à Rainha Vitória de Inglaterra, por ser o seu bolo preferido à hora do chá e tradicionalmente é recheado com compota.

O tempo mais quente pede no entanto algo mais leve, e nada melhor do que natas batidas e fruta fresca para um bolo delicioso, com o qual temos o prazer, mais uma vez, de participar no desafio do Sweet World da Lia e da Susana!


Victoria sponge cake é um bolo de textura leve, delicado e com muito sabor, delicioso recheadocom natas batidas e fruta fresca.



Adaptado de / Adapted from:  














The Weekend Baker
Paul Hollywood
Penguin Books, 2016

Sacher-Torte, o bolo de Viena | Sacher-Torte, Vienna's cake


A receita original da Sacher-Torte é um segredo bem guardado. Criada em 1832 por um aprendiz de 16 anos de idade, o Chef Franz Sacher, para a corte do Príncipe Metternich, hoje em dia apenas o Hotel Sacher em Viena serve o bolo original. Pode ser identificado, para além dos detalhes da embalagem, pelo selo redondo "Hotel Sacher" feito de chocolate e colocado no próprio bolo.


Sabe muito bem com uma porção de natas batidas, sem açúcar, e uma boa chávena de café ou chá.

Com esta receita adaptada do bolo de chocolate mais famoso do mundo, participamos no desafio da Marta, o "Ingrediente do mês", dedicado ao Chocolate!


Sacher-Torte, o bolo de chocolate de Viena e o mais famoso do mundo, recheado com geleia de alperce e coberto de chocolate



Adaptado de / Adapted from:




Divine Chocolate

Carla Bardi e Ting Morris

APPLE, 2012


Kasutera, o pão-de-ló Japonês | Kasutera, Japanese sponge cake



O kasutera (também chamado Pão de Castela) é um bolo tradicional do Japão, levado pelos missionários Portugueses no século XVI e inspirado no nosso tradicional pão-de-ló.

É um bolo fofo, bastante doce pela quantidade de açúcar e mel que é usado na sua preparação, que também contribui para obter uma interessante superfície castanha escura. Embora macio, é um pouco elástico, pela utilização de farinha com elevado teor de glúten. Na versão clássica apenas leva açúcar, ovos, mel e farinha de pão mas outras versões foram surgindo ao longo do tempo que incluem o chá matcha, cacau em pó, côco ou açúcar mascavado em substituição do mel, obtendo-se assim diferentes sabores.


É delicioso acompanhado de um chá verde, ou um café bem gelado em tempo de calor!



Kasutera, o bolo tradicional Japonês inspirado no pão-de-ló


Adaptado de / Adapted from:  




Lamington de laranja | Lamington with orange curd

Desta vez reinventámos uma receita de bolo Lamington que já tínhamos apresentado aqui. E em vez de cobrir este bolo leve e macio apenas com chocolate, preparámos um delicioso creme de laranja (orange curd) e fizémos um misto dos dois sabores. Com o coco como acabamento final, esta é uma optima sugestão para um lanche, a acompanhar um chá, e fica lindo numa mesa de sobremesas para uma festa!


Mais uma vez, este foi o resultado dos interessantes desafios colocados pelos blogs de que gostamos e seguimos. O Sweet World, da Lia e da Susana, que nos desafiou a preparar este delicioso bolo Australiano, e o Orange Curd, que responde ao desafio do ingrediente do mês, a laranja, do blog da Marta, Intrusa na Cozinha. Esperamos que gostem!

E como este é o primeiro post do ano, a todos um Excelente Ano Novo! 


Lamingtons Recipe with chocolate and orange curd


Adaptado de / Adapted from: 



           


The Boy Who Bakes
Edd Kimber, 
KyleBooks, 2011






 {scroll down for english version}


Grau de dificuldade: médio
Tempo de preparação total: 1 h 30 m


Para preparar o bolo e a cobertura de chocolate, ver a receita que usámos anteriormente, neste post. De seguida apresentamos a receita do orange curd.

Bolo de amêndoa com baba de moça e coco | Almond cake, "baba de moça" and coconut

Esta é uma época para saborear doces. E as amêndoas são raínhas, nas suas várias formas e sabores. A nossa receita é um bolo mais leve e menos doce que o habitual, pela adição de amêndoas moídas e iogurte. Para a decoração usámos baba de moça, o tradicional doce brasileiro inspirado nos nossos doces de ovos, e coco ralado, e ficou delicioso. 

Feliz Páscoa!





Adaptado de / Adapted from:




       Chá com bolos
      Bea Vo
      Círculo de leitores, 2013




Bolo Battenberg | Battenberg Cake


Um bolo de cuja origem parecem haver várias versões, de uma história que remonta ao final do Séc. XIX. A mais provável é de que tenha sido criado em 1884 para comemorar o casamento da neta da Rainha Vitória, a princesa Vitória, com o príncipe alemão Louis de Battenberg. E se não existem dúvidas de que na sua composição entram dois sabores muito populares, o pão de ló para os ingleses e o massapão para os alemães, já em relação à estrutura original no que respeita ao número de quadrados e respectivas cores não há certezas.

Certo é que se trata de um bolo de sabores delicados, e especialmente muito bonito. De fácil preparação, a escolha das cores para as massas permite obter bolos bem originais. Aqui, numa alusão à primavera que se aproxima, usámos cores variadas, verde e púrpura no interior, e laranja no exterior. E que bem que soube a acompanhar um chá Earl Grey acabado de fazer!

Respondemos assim ao interessante desafio proposto pela Lia e pela Susana, o Sweet World! Esperamos que gostem!




Adaptado de / Adapted from: 





 The Baker’s Daughter
 Louise Johncox
 Macmillan, 2014


Bolo de chocolate e quinoa | Moist chocolate and quinoa cake


Um bolo sem farinha, preparado com quinoa cozida. Húmido, macio e muito saboroso, é a sobremesa sem glúten ideal!




Adaptado de / Adapted from:




       Quinoa 365: The everyday superfood 
      Patricia Green & Carolyn Hemming

      Whitecap Books, 2010







Um pão para a hora do chá | Apple and honey tea bread


Uma festa de chá vintage é uma forma de comemorar eventos importantes da nossa vida simultaneamente divertida e com estilo baseado nas tradições inglesas da época vintage.

Angel Adoree recria esse ambiente nas festas que organiza na sua empresa, a “The Vintage Patisserie”, e transportou toda a atmosfera das festas para o seu livro “The Vintage Tea Party Book” lançado em 2011. Desde os convites ao menu, à porcelana da época, passando pelo estilo pessoal nas roupas, penteados e maquilhagem usados nada fica esquecido nesta passagem por uma época que tantos atrai pelo seu glamour. As receitas, apropriadas a vários períodos do dia, incluem doces e salgados simples de executar mas cheios de sabor. Mais do que um livro de receitas, é um convite a uma viagem no tempo.
Esta receita de bolo de maçã e nozes é leve e saudável, pois é adoçada apenas com mel, e rica em sabor dado pelas especiarias.  Em vez da maçã podem usar-se outros frutos como as ameixas ou os pêssegos. Com uma boa chávena de chá, também sabe muito bem uma fatia deste bolo torrada!



Adaptado de |  Adapted from:



The Vintage Tea Party Book 
Angel Adoree
Antique Collectors' Club, 2012



"Tres Leches" de Miami | Miami Tres Leches



Tres leches (três leites) é um bolo tipo pão-de-ló, leve mas consistente, embebido numa mistura de três leites: natas, leite condensado e leite evaporado, e coberto com merengue italiano. É simples de executar e tem sabores harmoniosos, o que contribuiu para a aceitação entusiástica que recebeu por parte dos clientes de restaurantes e Chefes americanos.
Quase todos os países da América Central e do Sul reivindicam a criação deste novo clássico. É provável que esta sobremesa tenha nascido na casa de alguém e, mais tarde se tenha tornado um sucesso quando começou a ser servido na popular Steakhouse Los Ranchos, no sudoeste de Miami.
Carlos Somoza, responsável pelo marketing da Cuatro Leches Bakery em Miami, diz: "Nós somos da Nicarágua, então é claro que nós reivindicamos que esta sobremesa é nicaraguense. Em Miami, somos os únicos que fizémos dela famosa."
 
"Tendo por base uma mistura de 3 leites, pode pensar-se que é mais  um pudim do que um bolo, mas não é. "Um bom tres leches mantém a forma e mantém os três leites. É um bolo", diz o pai de Carlos, Luis.

Além dos tradicionais tres leches, esta padaria criou outras sobremesas com base no mesmo conceito, usando ingredientes como laranja, Oreo Cookies ou café, como se pode ver aqui, por isso inspire-se e faça esta simples, mas deliciosa sobremesa a seu gosto.
Nesta receita, utilizei toda a mistura três leites, de modo que o bolo tem a consistência idêntica a um pudim. Pode escolher a consistência de que mais gosta, adicionando mais ou menos quantidade da mistura três leites ao pão-de-ló...e delicie-se!





Adaptado de / Adapted from:














Gran Cocina Latina
Maricel E. Presilla
W. W. Norton & Company, 2012



{scroll down for english version} 

Ingredientes (para 8 a 10)

Para o pão de ló:
1 chávena de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
3 ovos grandes, separados
1 chávena de açúcar
¼ chávena de leite

Para a mistura três leches:
1 chávena de natas
Uma lata de leite evaporado
Uma lata de leite condensado

Para o merengue italiano:
3 claras
1 chávena de açúcar
¼ chávena de água




Bundt de abóbora e gengibre com recheio de queijo creme | Pumpkin-ginger Bundt cake with cream cheese filling





 
Em mais uma edição da Bundtmania, o desafio sempre interessante colocado pelas queridas Mena e  Lia dos blogues As Aventuras de uma Mamã e Lemon and Vanilla, o queijo é o ingrediente eleito. Na pesquisa que fiz na minha biblioteca não surgiu nenhuma receita inspiradora. Recorri então à minha revista favorita, a Fine Cooking, de que sou assinante e que aconselho a consultar pela qualidade das receitas e sobretudo pelos excelentes ensinamentos sobre ingredientes e técnicas  que nos apresenta todos os meses.


 

Este é um bolo não muito doce, com um sabor a especiarias, em que o gengibre é um dos ingredientes do bolo na forma de gengibre seco moído, e também um dos ingredientes do recheio em forma de gengibre cristalizado em pequenos pedaços. O recheio de queijo creme fica com uma textura macia, idêntica a um cheesecake, e o bolo é leve, macio e com um sabor forte. Facilmente podemos adaptar a receita a outros sabores quer do bolo quer do recheio, é apenas uma questão de imaginação!


 



Adaptado de / Adapted from: Fine Cooking 


Ingredientes (para 12 a 14)


Para o recheio de queijo creme:

    335 g queijo creme, amolecido
    1/2 chávena de iogurte natural
    1/4 chávena mais 2 colheres de sopa açúcar granulado
    1/2 colher de chá gengibre em pó
    1/4 colher de chá sal
    2 ovos  grandes
    1/2 colher de chá extrato de baunilha
    1/2 chávena gengibre cristalizado, muito finamente picado

Para o bolo:

    Manteiga sem sal, amolecida para untar a forma
    2 1/4 chávenas de farinha, e mais um pouco para untar a forma
    2 colheres de chá sal
    2 colheres de chá de fermento em pó
    1 colher de chá de bicarbonato de sódio
    1 colher de sopa de gengibre em pó
    2 colheres de chá de canela em pó
    1/2 colher de chá de noz-moscada moída
    1/4 colher de chá de cravinho em pó
    420 g de puré de abóbora
    1 1/2 chávenas de açúcar
    3/4 chávena de óleo vegetal
    4 ovos grandes
    1 colher de chá de extrato de baunilha
    Açúcar em pó, para polvilhar