Pão com manteiga | Bread and butter


E qual é o seu prato preferido? “Pão. Pão com manteiga”. 

"O pão com manteiga não é, nunca é, simplesmente «pão» com «manteiga». É pão sublime, de formato natural, ácido, fresco, com odor e gosto profundo, e a manteiga, de grande qualidade, de leite inteiro, recolhido na hora adequada, batida à mão. A simplicidade aparente do enunciado «pão com manteiga» torna-se na complexidade extrema do gosto sublime."
                                                                                                José Bento dos Santos  Vice-Presidente da Academia Internacional de Gastronomia



O pão é um alimento de tradição milenar, e cada país ou região tem o seu pão característico. Existem básicamente dois tipos de pão:

- O pão levedado, a que se acrescentou à massa levedura ou fermento geralmente num forno, produzindo pães mais ou menos macios, em que a massa cozida tem espaços com ar.
- O pão ázimo, não fermentado, que produz pães geralmente achatados, mais consistentes; estes podem ser cozidos no forno ou assados numa chapa, ou mesmo fritos.

A fermentação é o segredo do pão. O pão levedado foi inventado no Egipto, onde, há cerca de 6 000 anos atrás, foi descoberta a fermentação.
O ar contém uma quantidade enorme de microrganismos, nomeadamente esporos de  levedura (Saccharomyces cerevisiae), que encontram nas massas de pão as condições adequadas para se alimentar do amido da farinha. Em consequência da acção desses microrganismos, o amido divide-se em anidrido carbónico (CO2) e álcool. As bolhas do gás carbónico não conseguem escapar através da superfície e fazem inchar (crescer) a massa, tornando-a fofa. Durante a cozedura o ácido carbónico e o álcool conseguem escapar, mas o seu efeito fica, na porosidade, sabor e aroma do pão.

O primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso. Se uma massa (sem qualquer fermento adicionado) for deixada ao ar, ela irá levedar. Em função das condições de temperatura e humidade, o tempo necessário para a fermentação natural pode variar de entre 4 a 8 horas, mas a massa acabará por levedar. Se antes de cozer a massa se retirar uma porção da massa levedada, obtem-se o fermento para a próxima fornada. A esta forma de fermentação chama-se fermentação natural ou "massa velha".

O pão fermentado com massa velha fica com um sabor e aroma característicos, às vezes com um ligeiro travo ácido ou avinagrado. Em Portugal, ainda se produz muito "pão de massa velha". O "pão alentejano" e muitas "broas minhotas" são exemplos disso. Nas grandes superfícies comerciais e nas casas de produtos naturais/saudáveis, também se encontra pão de "massa velha" ou fermento natural.

No entanto, a industrialização trouxe formas mais rápidas de produzir pão. O fermento de padeiro, que, na grande maioria, é utilizado para a fermentação do nosso pão, é um concentrado de leveduras (Saccharomyces cerevisiae). Como concentrado que é, torna a fermentação mais rápida e mais intensa. No entanto, os mais atentos ao paladar do pão detentam a falta dos sabores e aromas que o fermento de padeiro não consegue "imitar".
              
Fonte: Wikipédia


Será então assim tão difícil fazer pão? Ou melhor fazer bom pão? 

Os ingredientes de base estão disponíveis: farinha, sal, água e fermento. E aqui desde logo se percebe que, para além do fermento, a qualidade e as características da farinha são de de enorme importância para o resultado final. E as farinhas, geralmente de trigo, possuem diferentes teores de glúten (proteínas), obtendo-se pães com características distintas.
Se em vez de usarmos o fermento comercial, fizermos a nossa própria massa azeda, ou massa velha, poderemos melhorar bastante a nossa qualidade de vida, comendo pão realmente bom, como nos mostra Paulina Mata neste interessante artigo "O meu pão".

E temos todo o processo de preparação: a mistura dos ingredientes, fermentação e cozedura do pão.
As proporções dos ingredientes, o "bater" a massa, a temperatura e o tempo de fermentação, e finalmente o tempo e temperatura de cozedura no forno.

Começa a parecer difícil, não é? E exige alguma prática, experiências sucessivas, até encontrarmos as condições ideais para o "nosso" pão perfeito.

Esta receita não será o pão perfeito. Mas o resultado, para primeira experiência, pode considerar-se muito bom. A inspiração veio do blogue Chilli com todos. É uma receita com uma maior quantidade de água e sal e onde a massa não é batida. Vai a cozer num tacho, neste caso de barro, tapado. Ficou muito saboroso. Parte foi comido ainda morno, com manteiga. E no dia seguinte ainda se mantém fofo. 

Vale a pena. Melhora realmente a nossa qualidade de vida.


 
Adaptado de / Adapted from: Blogue Chilli com todos


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Ingredientes

500 g de farinha tipo 65 (substitua 250 g de farinha por farinha de trigo integral para obter pão de trigo integral)
400 ml de água
12 g de fermento de padeiro
1 colher de chá de sal
Azeite (para revestir a taça onde leveda)
Farinha (para polvilhar)


Vieiras com crosta de sésamo e vinagrete de chocolate | Scallops in sesame crust and chocolate vinaigrette




Adaptado de / Adapted from:
Gu, le livre du Chocolat, Vários autores, Marabout, 2012


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Ingredientes (para 4)

50 g de manteiga
1 alho francês, cortado em fatias finas
sal e pimenta
16 vieiras, sem o coral
4 c. sopa de sementes de sésamo 
2 c. sopa de azeite

Para o vinagrete de chocolate:
2 c. sopa de vinagre de arroz
2 c. sopa de tequila 
4 c. sopa de molho de soja light
cerca de 35 g de chocolate (min. 50 % de cacau) picado

"Martha Stewart's Cakes"


Com a qualidade a que já nos habituámos em todo o trabalho de Martha Stewart, este livro é um dos seus mais recentes lançamentos em livros de Pastelaria. Contém mais de 150 receitas, em 352 páginas divididas por 8 capítulos - Loaves, Bundts & Tubes, Coffee Cakes, Single Layers, Cheesecakes, Icebox, Cakes with Fruit e Layer Cakes.





No final inclui um capítulo com informações e receitas básicas muito úteis para a confecção de bolos. São 32 páginas sobre equipamentos e ingredientes, técnicas de preparação, cozedura e acabamento de bolos, ilustradas passo-a-passo, e ainda receitas de guarnições, coberturas e outros acompanhamentos.

As receitas são detalhadas e fáceis de executar. As duas receitas que experimentámos resultaram em bolos muito saborosos e com uma textura delicada: Mini-bundt de azeite e erva doce e o Bolo de Rosmaninho.
A utilização de um sistema de unidades diferente do métrico obriga a fazer algumas conversões, mas com a ajuda das tabelas fornecidas pela Maria Teresa Jorge  esse trabalho ficou bastante simplificado.

O livro é dedicado a todos os que pretendem criar o bolo perfeito para uma ocasião especial, seja um aniversário, um brunch, um chá ao fim da tarde ou simplesmente para acompanhar o café...aqui encontra certamente o bolo ideal. Desde receitas clássicas, como o New York Cheesecake e Pound Cakes com sabores variados, a bolos sofisticados,  vai encontrar aqui receitas inesquecíveis, que vai certamente querer preparar e partilhar com familiares e amigos.


With the quality of Martha Stewart's work, this book is one of their latest releases on baking books. Contains more than 150 recipes in 352 pages divided into 8 chapters - Loaves, Bundts & Tubes, Coffee Cakes, Single Layers, Cheesecakes, Icebox, Cakes with Fruit and Layer Cakes.

At the end includes a chapter with information and basic recipes very useful for baking. There are 32 pages on equipment and ingredients, mixing techniques, baking  and finishing, illustrated step- by-step, and even recipes for garnishes, toppings and other accompaniments.
 
The recipes are detailed and easy to follow. The two recipes that we have prepared where a sucess:
Olive oil-anise mini bundt cakes and Rosemary Pound Cake.

The use of a different measurement unit system  forced us to make some conversions, but with the help of tables provided by Maria Teresa Jorge this work was greatly simplified.

The book is dedicated to all those who want to create the perfect cake for a special occasion, be it a birthday, brunch, an afternoon tea  or simply a cake to eat with coffee... in this book you certainly will find the ideal cake. From classic recipes, like New York Cheesecake and Pound Cakes with varied flavors, to more sophisticated cakes
, you will find here unforgettable recipes, that you will certainly want to prepare and share with your family and friends.



Detalhes | Product detail: 

 Editora | Publisher: Clarkson Potter Publishers NY
 Data de publicação | Publication date: Setembro de 2013 | September 2013
 Páginas | Pages: 352
 Língua | Language: Inglês | English

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Salmão teriaky com salada de noodles | Teriaky salmon with noodle salad


Esta é uma das melhores formas de servir salmão. Ao fim de algum tempo a marinar, o salmão ganha um sabor doce e salgado, e depois de cozinhado obtém-se um molho espesso e muito saboroso.




Adaptado de / Adapted from: Ultimate Home Cooking, Gordon Ramsay, Hodder & Stoughton, 2013


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Ingredientes (para 4)

Para o salmão:
Um pedaço de gengibre fresco, com cerca de 2 cm, fatiado
2 dentes de alho, sem casca e cortados em fatias finas
3 c. sopa de molho de soja
2 c. sopa de maple syrup
1 c. sopa de vinagre de arroz
Azeite
4 filetes de salmão (cerca de 500 g no total) 
Sal e pimenta

Para a salada de noodles:
300 g de noodles
150 g de ervilhas tortas, aparadas
3 cenouras, descascadas e cortadas em tiras finas
2 cebolas, descascadas e cortadas  
100 g de rebentos de soja
Um pedaço de gengibre fresco, com cerca de 3 cm, cortado em fatias
2 c. sopa de óleo de sésamo 
1-2 c. sopa de vinagre de arroz
1 - 1 1/2 c. sopa de molho de soja
Sumo de 1/2 limão
Sal e pimenta

Clássicos da cozinha: omelete Arnold Bennett | Culinary classics: Arnold Bennett omelette


Esta receita é um dos pratos típicamente britânicos. A sua história combina um dos maiores hotéis de Londres com um dos mais respeitados autores Ingleses.
Recuamos a Londres, no período da Grande Depressão após a Primeira Guerra Mundial. No Hotel Savoy, o sucesso de Auguste Escoffier era uma lembrança distante e os restaurantes procuravam formas de atrair novos clientes. Quando Arnold Bennett anunciou que o seu próximo romance era baseado no Savoy, e queria estudar o hotel em detalhe, criando personagens a partir de pessoas da sua equipa de serviço, o hotel aproveitou a oportunidade. O escritor faria todas as suas refeições no restaurante enquanto observava discretamente os serviços do hotel. E foi durante um pequeno almoço que Arnold Bennett, sentindo-se com muita fome, pediu que lhe servissem uma omelete mais substancial que o normal. O Chef responsável, Jean Baptiste Virlogeux, criou esta receita, de que o autor gostou muito, passando a pedi-la com frequência. A sua fama espalhou-se de boca em boca e em pouco tempo apareceu em menús de restaurantes dos dois lados do Atlântico.
Ainda hoje o Savoy serve esta omelete no seu menú de pequeno almoço.





Adaptado de / Adapted from: Quem colocou o filé no Wellington?, James Winter, Ed. Melhoramentos Lda, 2013


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Ingredientes (para 2)

300 ml de leite
1 cravo-da-índia
1 folha de louro
2 ou 3 talos de salsa
1 cebola pequena picada
200 g de bacalhau fumado
4 ovos
2 gemas
35 g de manteiga
15 g de farinha
25 g de parmesão ralado
2 c. sopa de salsa picada 

Bolo de rosmaninho | Rosemary pound cake


Fáceis de preparar e muito saborosos, os "pound cakes" devem o seu nome à tradicional combinação de ingredientes - uma libra (one pound) de cada para farinha, açúcar, manteiga e ovos - que permanece praticamente inalterada nos dias de hoje, e constitui a base para variados sabores.
Esta receita de bolo de rosmaninho fica excelente quando é servido morno pois torna mais acentuados os sabores do mel e do rosmaninho que o acompanham.




Adaptado de / adapted from:
Martha Stewart's Cakes, Martha Stewart, Potter, 2013


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Ingredientes (para 2 bolos de 15 cm x 8,5 cm)

Para o mel de rosmaninho:
1/2 chávena de mel
3 raminhos de rosmaninho

Para o bolo:
  110 g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
55 g de farinha T55
150 g de farinha T65
1/2 c. chá de fermento em pó
1/2 c. chá de sal
230 g de açúcar
1 1/2 de rosmaninho finamente picado
1/2 c. chá de extracto de baunilha
2 ovos
 1/2 chávena de leite